Papa Francisco

0 87
Foto: Imagem da Internet

Houve um tempo, lá nos primórdios da Igreja, em que os seguidores de Jesus eram chamados de “santos”. Embora se reconhecessem como pecadores, como todos nós, levavam a sério a consagração batismal que nos faz participar da santidade do corpo de Cristo. Tinham como propósito realizar o desejo de Jesus (Mt 5,48), recomendado pelo apóstolo Pedro: “Sede santos, como vosso Pai é santo.” (1Pd 1,16)

Com o passar do tempo, a santidade passou a ser vista como difícil, coisa para uns poucos corajosos e heroicos, o processo de canonização que declara que alguém é santo passou a exigir milagres e martírios. O Papa Francisco coloca novamente as coisas no lugar, convidando-nos a ver que a santidade pode estar entre as pessoas próximas de nós, como uma mãe, ou uma avó que criam seus filhos na fé e na coragem de ser cristãos.  “suas vidas talvez não tenham sido sempre perfeitas, mas, mesmo no meio de imperfeições e quedas, continuaram a caminhar e agradaram ao Senhor.”

Colocar o ideal da santidade, de modo apropriado aos dias de hoje, é o que pretende o Papa Francisco com sua mais recente Exortação apostólica chamada “Alegrai-vos e Exultai”, ou em latim, como costuma ser o nome dos documentos pontifícios, “Gaudete et Exsultate”.

É o jeito do Papa Francisco – Este é o quarto grande documento do pontificado de Francisco (tirando “Lumen Fidei” que ele assinou, mas era quase toda do Papa Bento). Os quatro documentos têm o mesmo estilo: simples, fácil de assimilar, uma conversa de pai para filhos. Todos têm já no título a marca da alegria e do louvor a Deus, atraindo-nos pelo lado positivo, a vida como dom de Deus, um Deus próximo e amigo, amoroso e cheio de misericórdia. O Papa não faz um tratado profundo e acadêmico sobre a santidade, nem menciona a dureza de sacrifícios voluntários e flagelações.  Seus exemplos de santidade são simples e cotidianos: os pais que criam seus filhos com amor, a religiosa que envelhece e continua sorridente, o trabalhador que cumpre sua missão com honestidade e competência, o avô ensinando com paciência as crianças a seguirem Jesus, o servidor público que age não por interesse próprio, mas lutando pelo bem comum. Santidade não está numa esfera longínqua e inatingível, mas está ao alcance de todos. O Papa fala direto, como se olhasse nos olhos: “Não tenhas medo da santidade. Não tenhas medo de te deixares amar por Deus. Não tenhas medo de te deixares guiar pelo Espírito Santo.” (n.34)

Os inimigos da santidade – Talvez o leitor tenha a expectativa de que o Papa encontre empecilhos para a santidade nos prazeres do mundo, na corrupção e nas violências, nas injustiças, no ateísmo ou na indiferença religiosa. Por certo, essas realidades estão presentes no horizonte cultural do mundo de hoje e contrariam o Evangelho, por isso são uma constante preocupação de quem evangeliza. Mas o Papa elege como inimigos da santidade hoje, os mais perigosos porque disfarçados, e mais próximos de nós, dois deles: o gnosticismo e o pelagianismo. As duas palavras são bem estranhas porque se referem a duas heresias lá do início da Igreja. No entanto o Papa explica em que consiste cada um desses erros, e diz que eles são de uma “alarmante atualidade”. São perigosos inimigos porque são falsos modelos de santidade, que podem nos confundir. Em palavras simples e resumidas, um erro seria formar uma espécie de “seita” dentro da Igreja. Um grupo que se acha mais santo e mais perfeito, com conhecimentos mais elevados e se põe a condenar e desprezar os outros. O outro erro, o de achar que se pode chegar à salvação pelo próprio esforço e perfeição, e não por bondade gratuita de Deus. Sem querer nenhuma polêmica, evidente, o Papa expõe agora no novo documento, com clareza a razão das piores críticas que ele próprio vem sofrendo, não de inimigos da Igreja, mas de grupos ultraconservadores que estão dentro da própria Igreja e não aceitam a renovação trazida pelo Concílio Vaticano II, ou dizem que o seu magistério é fraco e sem conteúdo. No fundo, a mesma crítica e perseguição que Jesus sofreu, no seu tempo, por parte dos fariseus e doutores da Lei. Essas duas compreensões erradas da santidade, muito comuns hoje em dia, foram largamente expostas numa recente carta da Congregação para a Doutrina da Fé, chamada “Placuit Deo”. Ali se pode ver de forma mais completa o que são essas heresias modernas que envenenam a vida da Igreja.

A exortação do papa, ‘Gaudete et Exsultate’ é um chamado à vida de santidade

O Papa e o Vaticano II – Podemos dizer que este novo documento papal sobre a santidade no mundo de hoje é uma continuação do Vaticano II e retoma, pela primeira vez um dos grandes temas da “Lumen Gentiun”, a vocação universal à santidade, desenvolvido no capítulo V desse documento, logo após o capítulo dedicado aos leigos. O Papa expande esse tema tomando ao pé da letra cada uma das Bem-aventuranças de São Mateus: ali está o modelo e o espelho da santidade. Cada uma das bem-aventuranças é traduzida pelo Papa em exemplos tão concretos e presentes no nosso dia-a-dia, que se torna difícil não compreender que se trata de um programa para os dias de hoje. Ser despojado e pobre, cultivar a mansidão e a paciência, sofrer pelo bem, buscar a justiça, aceitar sacrifícios e resistir à maldade, mesmo na perseguição, tudo aceitar por amor, que grande fonte de alegria e felicidade, caminho de santidade para os nossos dias.

A santidade nos dias de hoje – O Papa escolhe, para os dias de hoje, cinco caminhos de santidade. Não são os únicos nem os mais difíceis. Mas são muitas vezes esquecidos até por aqueles que vivem na Igreja. O primeiro caminho é ser paciente, suportar contrariedades, suportar até os defeitos e infidelidades dos outros. Vivemos num mundo tão intolerante, briga-se por qualquer coisa, tudo é motivo de críticas e inimizades. O segundo ponto, ligado ao primeiro, é ser alegre, ter bom humor. Olhe para as pessoas, tantos vivem amargurados, carrancudos, injuriados, ofendidos. O santo não perde o realismo, mas ilumina os outros com um espírito positivo e cheio de esperança. Outro sinal de santidade é a coragem e ousadia para inovar, para transformar, para deixar de lado a comodidade e viver impulsionado pelo amor. Por fim, ninguém fica santo sozinho, sendo egoísta, ensimesmado. O santo é aberto à comunidade e entende que os outros são mais importantes que ele mesmo. E é capaz de unir-se a Deus na oração tanto comunitária como pessoal. Deus é o seu tudo.

Um salto de qualidade na vida cristã – O Papa nos convida a vencer o demônio que nos joga na mediocridade e no vazio. Envenena-nos com o ódio, os vícios, a tristeza e o medo. Nos chama ao discernimento para retomarmos as rédeas de nossa vida, mas não sozinhos e, sim, contando com a ajuda do Espírito Santo. Pedir esse dom, com confiança e humildade nos permite vencer a nossa incapacidade de encontrar sozinhos a salvação. “Peçamos ao Espírito Santo – assim conclui o Papa – que infunda em nós o desejo intenso de ser santos para a maior glória de Deus, e animemo-nos uns aos outros nesse propósito.” (n.177)

Convido a todos a fazer uma leitura atenta e meditada da Exortação “Gaudete et Exsultate”. É mais um presente que o Papa Francisco nos deixa em seu pontificado, com a simplicidade e profundidade de quem lê e se alimenta das páginas do Evangelho.

Vale a pena ler e estudar essa Exortação, que você pode encontrar nas livrarias ou mesmo baixar no computador em português, com facilidade. Para fazer download acesse o link: https://goo.gl/pxt9sw 

0 298

O Papa Francisco recebeu os alunos do Colégio Pio Brasileiro na manhã de sábado, 20, onde está Pe. Cássio, presbítero da Diocese de Osasco. Todos ficaram emocionados e agradecidos pela boa acolhida do Santo Padre.

Confira o discurso do papa:

“Queridos irmãos e irmãs,

Recebo-lhes hoje, por ocasião dos trezentos anos do achado da veneranda Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Agradeço o Cardeal Sérgio da Rocha, Presidente da CNBB, pelas palavras amáveis que me dirigiu, em nome de toda a Comunidade presbiteral do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, juntamente com as religiosas e funcionários que colaboram para fazer dessa casa “um pedacinho do Brasil em Roma”.

Como é importante sentir-se num ambiente acolhedor, quando estamos longe e com saudades da nossa terra, e tomados pela nostalgia, pelas saudades! Isso ajuda a superar as dificuldades para adaptar-se a uma realidade onde a atividade pastoral não é mais o centro do dia-a-dia. Vocês já não são mais párocos ou vigários, mas padres estudantes. E, essa nova condição pode trazer o perigo de gerar um desiquilíbrio entre os quatro pilares que sustentam a vida de um presbítero: a dimensão espiritual, a dimensão acadêmica, a dimensão humana e a dimensão pastoral.

Evidentemente, neste período concreto da vida de vocês, a dimensão acadêmica vem acentuada. Contudo, isso não pode significar um descuido das outras dimensões. É preciso cuidar da vida espiritual: a Missa diária, a oração quotidiana, a lectio divina, a oração pessoal com o Senhor, a recitação do terço. Também a dimensão pastoral deve ser cuidada: na medida do possível, é saudável e recomendável desenvolver algum tipo de atividade apostólica. E, pensando na dimensão humana, é preciso, acima de tudo, evitar que, diante de um certo vazio ligado à solidão, por não ter mais a consolação do povo de Deus, como quando estavam nas suas dioceses, acabe-se perdendo a perspectiva eclesial e missionária dos estudos.

Isso abre a porta para algumas “doenças” que podem afetar o padre estudante, como por exemplo o “academicismo” e a tentação de fazer dos estudos um mero meio de engrandecimento pessoal. Em ambos os casos acaba-se por sufocar a fé que temos a missão de guardar, como pedia São Paulo à Timóteo: «Guarda o depósito que te foi confiado. Evita as conversas frívolas de coisas vãs e as contradições da falsa ciência. Alguns por segui-las, se transviaram da fé» (1Tm 6, 20-21). Por favor, não se esqueçam que antes de serem mestres e doutores, vocês são e devem permanecer padres, pastores do povo de Deus!

Mas como é possível então manter o equilíbrio entre esses quatro pilares fundamentais da vida sacerdotal? Eu diria que o remédio mais eficaz contra esse perigo é a fraternidade sacerdotal. Isto não estava escrito, mas me veio de dizer agora (ndr – o Santo Padre improvisa), porque Paulo (na passagem recém citada) falou das fofocas: o que mais destrói a fraternidade sacerdotal são as fofocas. O mexerico é um “ato terrorista”, porque tu, com a fofoca colocas uma bomba, destrói o outro e vai embora tranquilo” Por isto, é necessário custodiar a fraternidade sacerdotal. Por favor, nada de fofocas. Seria bonito colocar um aviso na entrada: “Nada de fofocas”. Aqui (no Palácio Apostólico), tem a imagem de Nossa Senhora do Silêncio, no elevador do andar térreo; Nossa Senhora que diz “Nada de fofocas!”. Esta é a mensagem para a Cúria. Vocês podem fazer algo do gênero para vocês. (risos).

Na verdade, a nova Ratio Fundamentalis para a formação sacerdotal, ao tratar do tema da formação permanente, afirma que «primeiro âmbito em que se desenvolve a formação permanente é a fraternidade presbiteral» (n. 82). Essa é, portanto, como que o eixo da formação permanente. Isso se fundamenta no fato de que, pela Ordenação sacerdotal, participamos do único sacerdócio de Cristo e formamos uma verdadeira família. A graça do sacramento assume e eleva as nossas relações humanas, psicológicas e afetivas e «se revela e concretiza nas mais variadas formas de ajuda recíproca, não só espirituais mas também materiais» (João Paulo II, Pastores dabo vobis, 74).

Na prática, isso significa saber que o primeiro objeto da nossa caridade pastoral deve ser o nosso irmão no sacerdócio – é o primeiro próximo que temos -: «carregai – nos exorta o Apóstolo – os fardos, uns dos outros; assim cumprireis a Lei de Cristo» (Gal 6,2). Rezar juntos, compartilhar as alegrias e desafios da vida acadêmica, fazer festa, tomar uma cachacinha… (risos). Tudo isto está bem, está bem. Ajudar àqueles que sofrem mais com as saudades. Sair juntos para passear. Viver como família, como irmãos, sem deixar ninguém de lado, sobretudo aqueles que passam por alguma crise ou, quem sabe, têm comportamentos repreensíveis, pois «a fraternidade presbiteral não exclui ninguém» (Pastores dabo vobis, 74).

Queridos sacerdotes, o povo de Deus gosta e precisa de ver que seus padres se amam e vivem como irmãos, ainda mais pensando no Brasil e nos desafios tanto de âmbito religioso como no social que lhes esperam ao retorno. De fato, neste momento difícil da sua história, em que tantas pessoas parecem ter perdido a esperança num futuro melhor diante dos enormes problemas sociais e da escandalosa corrupção, o Brasil precisa que os seus padres sejam um sinal de esperança. Os brasileiros precisam ver um clero unido, fraterno e solidário, em que os padres enfrentam juntos os obstáculos, sem deixar-se levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo. Estejam atentos a isto. Tenho a certeza de que o Brasil vai superar a sua crise, e confio que vocês serão protagonistas desta superação.

Para isso, contem sempre com uma ajuda particular: a ajuda da Nossa Mãe do Céu, a quem vocês brasileiros chamam de Nossa Senhora Aparecida. Vem a minha mente as palavras daquele canto com o qual vocês a saúdam: «Virgem santa, Virgem bela; Mãe amável, mãe querida; Amparai-nos, socorrei-nos; Ó Senhora Aparecida». Que essas palavras se confirmem na vida de cada um de vocês. Possa a Virgem Maria, amparando e socorrendo, ajudá-los a viver a fraternidade presbiteral, fazendo com que o período de estudos em Roma tenha muitos frutos, para além do título acadêmico.

Que Ela, Rainha do Colégio Pio Brasileiro, ajude a fazer desta comunidade uma escola de fraternidade, transformando cada um de vocês em um fermento de unidade para as suas Dioceses, pois a “diocesanidade” do sacerdote secular se alimenta diretamente da experiência da fraternidade entre os presbíteros. E, para confirmar esses votos, concedo de coração à direção, alunos, religiosas e aos funcionários, a todos, juntamente com suas famílias, a Bênção Apostólica, pedindo também que, por favor, não deixem de rezar por mim. Obrigado.

0 812
Papa-Laudato-Si
Foto: News.va Español

 

Laudato Si’

Que diferença faz uma Carta Encíclica entre tantos outros textos, estudos e publicações sobre um assunto tão discutido como é o tema da Ecologia. Faz muita diferença, com certeza. E na pressa da primeira leitura, eu posso citar três razões: A primeira por ser uma Encíclica, depois por ser do Papa Francisco, e a terceira por invocar a força e atualidade que tem São Francisco de Assis, o patrono da Ecologia. Explico:

Uma Encíclica é a palavra mais autorizada e mais solene do magistério do Papa. Não é uma Exortação Apostólica nem um “Motu Proprio” ou um discurso de ocasião. É um pronunciamento oficial, esperado por todo o mundo. Olhando para as grandes encíclicas do passado, vemos que elas não têm apenas uma repercussão imediata, mas vão produzindo frutos no longo prazo, à medida que vão se clareando os fundamentos sobre os quais está construída. Nesta Encíclica, o papa faz questão de dizer, ele não fala apenas ao mundo católico, ou aos homens de boa vontade, como fez João XXIII mas, explicitamente, se dirige a todas as pessoas do mundo. A oportunidade não poderia ser melhor: há uma série de eventos programados em nível de governantes, ainda este ano. É notório que esses encontros de cúpula, até aqui, quase sempre esbarram em interesses econômicos e vetos dos poderosos, que inviabilizam as soluções apresentadas. O Papa quer falar aos ouvidos dessa gente: não há solução técnica, nem motivação científica que resolva o problema, se não passar pela questão da justiça para com os mais pobres. Para Francisco, o problema do clima e do meio ambiente tem a mesma origem do problema da miséria e da pobreza: ambos têm que ser resolvidos em conjunto, com coragem e responsabilidade perante as próximas gerações.

A segunda razão, que gera muita esperança, diz respeito à pessoa do Papa Francisco. Seu carisma, palavras e gestos proféticos, seu espírito aberto e inclusivo, abre o coração mais endurecido. Não há liderança, no mundo hoje, capaz de falar a todas as classes sociais, a todas as etnias, a todas as tradições religiosas e convocar a todos os seres humanos, a não ser o Papa Francisco. Seu estilo simples e direto não é incomum nos documentos da Igreja. Francisco é quase coloquial. Pode ser bem compreendido pela gente mais simples, porém surpreende também os letrados. Com o tema da ecologia, ele entra em outros campos, fala da pobreza, da moradia, dos transportes, da educação, do lixo e da corrupção,e vai da fé até a política e economia, mostrando que tudo se relaciona com tudo. Assinada pelo Papa Francisco, a Carta Encíclica Laudato Si’, de fato, surpreende a todos.

Por último, quero lembrar a referencia a São Francisco de Assis, que está no título, no nome do autor e na alma desta Encíclica. É um texto absolutamente franciscano. Lembra a “Carta aos Fiéis” em que o Santo de Assis se dirige “a todos os que moram no mundo universo”: o imenso desejo de São Francisco de chegar ao coração de todos, para que olhassem e reverenciassem o Criador, está presente no coração do Papa. E, com toda a certeza, mesmo utilizando os argumentos mais laicos, Francisco leva a todos a contemplar o mundo não com os olhos frios da ciência, nem com os olhos ávidos do lucro, mas com o coração de irmãos. Maravilhar-se com as criaturas, chamar as criaturas de irmãos e irmãs não tem nada de romantismo irracional, diz o Papa, mas tem consequências sobre as escolhas que fazemos.

Muito mais se poderá ler nas quase 200 páginas, verdadeira cachoeira de água límpida, despejada por Francisco na imundície em que se tornou o mundo depauperado pela ganância e pela cultura da morte. Com a Laudato Si’ O Papa fala ao mundo que está colocando a sua Igreja, mais uma vez, “em saída” para curar as feridas e as fragilidades de um mundo enfermo. Fazer-nos a todos, franciscanos ou não, missionários de uma nova humanidade, recriada à luz da sabedoria divina, é o que podemos esperar deste grande presente que nos oferece o Papa Francisco.

 

Dom João Bosco – Bispo de Osasco – SP