Formação

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Terminamos a 56ª Assembleia Geral da CNBB com todos os temas encaminhados, esperança renovada e disposição para retomar mais um ano de trabalho em nossas dioceses. O Cardeal Dom Sérgio da Rocha, que presidiu a missa de encerramento, rodeado dos quase trezentos Bispos diocesanos, convidou-nos a rezar a Consagração a Nossa Senhora Aparecida, entregando a ela os cuidados do nosso futuro. Ficamos por dez dias na Casa da Virgem Mãe, chegando todas as manhãs aos lares do Brasil pela TV Aparecida e pelas emissoras católicas que foram levando as notícias de cada dia ao país inteiro.

Olhando para dentro – O contexto do Ano do Laicato, bem como o tema central desta Assembleia, a formação do Clero, nos fez olhar para dentro, a estrutura interna da Igreja. Os leigos, chamados a participar de modo mais consciente e comprometido nas ações da Igreja e mais presentes na realidade social, dando seu testemunho, no trabalho, na política, na escola, na ciência, nas comunicações e na grande transformação da cultura. E o clero, sempre tema da maior importância, pois de sua atuação depende toda a ação evangelizadora. A formação do clero sempre deve estar de acordo com a realidade, os costumes e as urgências do tempo presente. Vivemos em tempos de grande transformação, por isso a formação dos seminaristas, futuros padres, também deve ser sempre atualizada.

No mês de março deste ano, o clero diocesano se reuniu, em Ibaté, para a Formação Permanente. Foto: Ir. Leticia, MJS

Diretrizes para a formação – Há pouco mais de um ano, a Santa Sé publicou uma nova instrução para a formação dos padres do mundo inteiro. Em latim se chama “Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”. Esse documento serviu de base para a atualização, feita pela CNBB, das Diretrizes para a Formação dos Presbíteros do Brasil, que passam a vigorar após aprovação de Roma. O estudo no seminário é intenso, são duas faculdades. Deus oferece a vocação, sim, mas o cultivo cabe a cada um que é chamado. O mundo de hoje não oferece condições ideais, nem na escola, nem na família, nem nos ambientes de convivência. Como construir uma vocação para que o futuro sacerdote seja um guia espiritual maduro e sereno, que vive o seu celibato mas orienta casais, um pastor misericordioso e servidor, um profeta corajoso e justo, um missionário despojado e alegre, um sacerdote piedoso e santo, um ser humano generoso, simples, leal e fraterno, que se dispõe a ser configurado com Cristo, que deu a vida até o fim. Não é uma tarefa fácil, mas é esse o desafio.

Olhando os sacerdotes de hoje, quem de nós reúne todas essas condições? Não somos perfeitos. Por isso, o estudo feito pela CNBB abrange também um outro aspecto que é a “Formação Permanente”, ou seja: o padre não está pronto no momento em que termina os estudos ou quando recebe as sagradas Ordens. Ele deve continuar se aperfeiçoando, aprendendo, vencendo as próprias dificuldades e deficiências através da convivência com os outros sacerdotes e das atividades comuns de aprendizado, atualização, aprofundamento do encontro pessoal com Jesus Cristo, o único que pode nos dar um coração sacerdotal, espelho do Bom Pastor.

Encontro de Dom João Bosco com os seminaristas durante a Visita Pastoral da Região Bonfim, abril/18. Foto: Ir. Leticia, MJS

Olhando para fora – A assembleia da CNBB teve muitos outros assuntos a tratar. Houve assuntos de Doutrina e de Liturgia, houve estudo sobre a Igreja e o Estado Laico, os Sínodos da Juventude e da Amazônia. Houve preocupação com ambiente político atual, polarizado e agressivo, tumultuando as eleições. Preocupação também com a situação da Igreja e os acontecimentos de Goiás e do Pará, ainda não totalmente explicados e aparentemente injustos. Preocupação com a falsidade de algumas manifestações maldosas contra a CNBB, que no fundo revelam pouco conhecimento e muita arrogância e nada constroem. As notas aprovadas e divulgadas no final do encontro foram aprovadas por unanimidade. Revelam, com serena alegria, que os bispos do Brasil, a CNBB, estão unidos em forte espírito de comunhão, fiéis à Doutrina Social da Igreja, ao magistério do Papa Francisco e ao Evangelho, profética presença em meio à sociedade brasileira, nestes tempos difíceis e sombrios.

Dom João Bosco, ofm
Bispo Diocesano de Osasco

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Nos dias 06 a 10 de novembro realizou-se a Semana Diocese dos Ministérios nas Regiões Pastorais da Diocese de Osasco. Os núcleos de formação receberam a visita de Dom João Bosco. 

A semana ministerial é um meio oportuno para a formação, esclarecimentos e espiritualidade daqueles que exercem as funções dos ministérios extraordinários em nossa diocese. Cada ano estudamos um tema que nos convida a profundidade de nossas ações, somos convocados para a superação da superficialidade e artificialidade do oficio assumido.

Esse ano, de modo particular, nos debruçamos sobre o documento 105 da CNBB lançado por ocasião do ano do Laicato no Brasil, a começar na festa de Cristo Rei, 26 de novembro 2017 e a se encerrar 25 de novembro de 2018. Com tema “ Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade” Sal da Terra e Luz do Mundo (Mt, 5,13-14).

Dom João Bosco durante visita à Região Barueri. Foto: Ir. Maria Antonia, MJS

Para o estudo do documento 105 lançou-se uma pergunta à luz do tema e do lema do ano dos batizados: Que lugar ocupamos nessa sociedade dita pós-moderna? Pelo batismo nos tornamos luz do mundo, mas se existem tantos batizados porque nos dias de hoje a vida anda tão salgada de um lado (extremismos) e tão sem sal do outro (laxismo)? O documento 105 nos apresenta um estudo da realidade e aponta caminhos para uma vida cristã fecunda. Os temas aprofundados foram:

1º dia – Tema e lema do documento.

2º dia – Cristão leigo, sujeito na igreja e no mundo: esperanças e angústias.

3º dia – Contradição do mundo globalizado.

4º dia – Sujeito eclesial: discípulos, missionários e cidadãos no mundo.

5º dia – Mundanismo espiritual e os areópagos modernos.

A proposta não foi esgotar o tema, mas a partir desse instrumento (documento) repensar a nossa ação como cristão na comunidade doméstica, paroquial e social. Os dias não tem sido fáceis, a escuridão tem se manifestado, os batizados, de modo especial os ministros extraordinários, precisam se manifestar como sal e luz em meio a essa densa nuvem.

A semana ministerial tem sido o lugar onde os ministros cuida e cultiva o dom que Deus colocou em suas mãos. Em todas as regiões a participação é grandiosa e por isso louvamos e bendizemos a Deus por tantos ministros em nossa diocese.

Os remédios para curar as feridas abertas é o Evangelho de Nossa Senhor Jesus Cristo, a família tal como Deus sonhou e a caridade àqueles que vivem na escuridão de suas vidas por não conhecerem a luz do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu sou a Luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá luz da vida ( Jo 8,12 ).

Ministros da Região São Roque participaram da missa de encerramento presidida por Dom João. Foto: Ir. Maria Antonia, MJS

Assim sendo, os ministros iluminados por Cristo, iluminarão aqueles a quem visitam, assistem, consolam e distribuem a Eucaristia, para o louvor de Deus e o bem do homem.

Ao longo dos encontros o bispo Dom João Bosco visitou os núcleos de formação, tendo presidido a Santa Missa de encerramento da Região São Roque.

 

Ver fotos: https://goo.gl/Wo6neK

 

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Teve início nesta segunda-feira, 06, a Semana dos Ministérios da Diocese de Osasco. Os temas abordados serão:

1º dia – Cristãos leigos na Igreja e sociedade – sal da terra e luz do mundo
2º dia – Cristão leigo, sujeito na igreja e no mundo: esperanças e a angústias
3º dia – Contradição do mundo globalizado
4º dia – Sujeito eclesial: discípulos missionários e cidadãos do mundo
5º dia – Mundanismo Espiritual e os areópagos modernos

 

Na noite de ontem, Dom João esteve no núcleo de formação da Região Carapicuíba.

A Semana dos Ministérios acontece de 06 a 11 de novembro nas regiões pastorais. Ao longo dos encontros o bispo Dom João Bosco visitará os núcleos de formação.

 

A formação abordou o amor na família à luz da exortação apostólica do Papa Francisco

Já há algum tempo, os sinais da crise no matrimônio são perceptíveis para os padres, religiosos e leigos. O sacramento, que para a Igreja é de extrema importância, vem sofrendo com os desafios que o mundo de hoje impõe.

Com o anseio de criar diretrizes e caminhos para as famílias viverem a alegria do amor e transmitir o desejo de que as futuras gerações continuem a cultivar os laços familiares, o Papa Francisco escreveu Amoris Laetitia: sobre o amor na família, publicada em português pela PAULUS Editora.

A obra reproduz integralmente a exortação apostólica pós-sinodal do Papa aos bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas, esposos cristãos e todos os fiéis leigos. Fundada nesses ensinamentos, a PAULUS Livraria da Raposo Tavares promoveu, no último sábado (15), o curso “O futuro da humanidade passa pela família”. O evento reuniu cerca de 60 pessoas e foi ministrado por Dom João Bosco, OFM, bispo da Diocese de Osasco e presidente da Comissão Episcopal Pastoral Vida e Família da CNBB.

O tema da formação foi retirado das palavras de São João Paulo II em sua exortação apostólica Familiaris Consortio, de 1981. De maneira clara e objetiva, Dom João buscou explicar os nove capítulos que compõem a Amoris Laetitia, considerando os principais pontos do documento como os desafios da família no mundo de hoje e a necessidade de prover uma educação adequada aos filhos, a fim de construir uma sociedade coesa e alinhada ao Evangelho de Jesus Cristo.

Diante da realidade das famílias nos dias atuais, Dom João ressaltou a importância de sermos uma Igreja em saída e missionária para acompanhar as famílias em suas particularidades e, por meio delas, chegar à humanidade ferida levando o remédio do Evangelho.