Comissão Episcopal para a Vida e a Família

A convivência familiar alegre e fraterna foi um marco do 9º Encontro Mundial das Famílias, que terminou no dia 26 de agosto, em Dublin, na Irlanda. Durante os três dias de congresso, famílias inteiras com muitas crianças e jovens povoaram um imenso complexo de salões e parques, arena de esportes e stands de exposição.

Além das palestras, painéis e oficinas temáticas, em várias línguas, houve também amplo espaço para catequese e diversão das crianças, tendas de oração e confissões.

Reprodução

Para o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa de Sousa, o congresso foi uma festa completa. A Amoris Laetitia foi a base de todo o conteúdo aprofundado no evento.

“É um ensinamento vivo do papa Francisco, ainda por ser aprofundado e vivido. Acolhe a todos, mesmo os que vivem de forma irregular. Afirma claramente o sentido da família, homem e mulher abertos à procriação e ao amor indissolúvel. Condena o crime do aborto sem ressalva. Sua palavra firme e alegre tocou a todos que participaram do evento”, disse.

Dom Bosco presidiu uma missa com peregrinos e a comunidade brasileira que vive na capital da Irlanda. A celebração, em intenção de todas as famílias e em ação de graças pela realização do Encontro, foi na Igreja Santa Maria dos Anjos, dos padres capuchinhos, onde os brasileiros realizam suas atividades regularmente.

Mesmo em meio a tantos protestos, a visita de Francisco causou grande alvoroço: povo nas ruas, aplaudindo com alergia. O Festival das Famílias com a presença do Papa lotou, além da missa de encerramento, no Phoenix Park, que bateu a lotação máxima de 500 mil fiéis.

“A Irlanda continua sendo um país muito católico, apesar do ateísmo propagado por todos os meios. Uma igreja que sofre pelos erros do passado, e o papa os reconhece os erros e diz que não podem mais acontecer”, ressaltou dom Bosco.

O bispo de Osasco (SP) ressalta ainda que o papa tem sofrido mais oposição que antes. Acabou aquela lua-de-mel inicial com o papa não europeu e sorridente.

“Sua pregação em favor dos pobres e em favor da vida provoca ira de governos e grupos que vão na contramão do Evangelho. E há dentro da igreja quem entre nesse jogo contra. O Papa não se defende, confessa os erros da Igreja, pede as orações de todos. Como Cristo, se porta com serenidade diante de bofetões e cusparadas. Sabe que a ressurreição é mais forte que a morte. Cumpre com fidelidade sua missão. Foi o que vi na Irlanda”, destaca dom Bosco.

Roma será a sede do 10º Encontro Mundial das Famílias, em 2021. A cidade italiana receberá o evento no ano do quinto aniversário da exortação apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, sobre o amor na família.

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Os peregrinos brasileiros que estavam em Dublin para o Encontro Mundial das Famílias participaram na sexta-feira (24/08) de uma missa com a comunidade brasileira que vive na capital da Irlanda. A celebração em intenção de todas as famílias e em ação de graças pela realização do Encontro foi na Igreja Santa Maria dos Anjos, dos padres capuchinhos, onde os brasileiros realizam suas atividades regularmente.

Bispos, padres e famílias brasileiras presentes na Irlanda foram recebidos pela comunidade de brasileiros que vivem no país

A missa foi presidida pelo bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa de Sousa, e concelebrada pelo bispo de Primavera do Leste-Paranatinga (MT), dom Derek Byrne e por padres de várias partes do país. Entre eles o assessor nacional da Pastoral Familiar, padre Jorge Filho.

“Que alegria poder estar aqui e ser acolhido com tanta simpatia. O grupo que veio para o encontro foi separado dos demais para receber uma benção especial. Acredito que a oração dos que estão em Dublin há mais tempo fortalece a nossa alegria. E nós vamos levar essa alegria de rezar por uma comunidade que está tão longe, mas que bate o coração no mesmo ritmo de todos nós”, disse dom João Bosco.

Em sua homilia na festa de São Bartolomeu Apóstolo, o bispo destacou a importância de testemunhar a fé e de ser uma família mesmo distante de casa e dos familiares.

Proximidade entre país sede e peregrinos

O bispo referencial para a Pastoral Familiar no Brasil enfatizou o bom acolhimento que os peregrinos receberam durante os três dias de Congresso Pastoral. “É a segunda vez que participo do Encontro Mundial das Famílias e aqui em Dublin a gente percebe uma familiaridade, uma proximidade com as pessoas, desde aqueles que organizam os eventos, os voluntários, o clero, aqueles que vieram de muitas partes. Esta semana foi muito rica de reflexões. São muitos temas que vamos levar para casa”, disse.

Sobre a missa com a comunidade brasileira:

“A gente percebe o mesmo sentimento, de família. E eu gostaria de transmitir a todos os ouvintes da Rádio Vaticano que precisamos nos unir em torno desse grande motivo que é a família, o dom da família. Porque o Evangelho da família é verdadeiramente alegria para o mundo”.

Amoris Laetitia no centro das atividades

Durante os três dias de Congresso Pastoral, mais de 60 palestras e debates foram ministrados no centro de convenções RDS, que teve ainda atividades específicas para crianças e jovens. Todas as exposições partiram do tema central do Encontro: Evangelho da Família, alegria para o mundo, com base na exortação apostólica pós-sinodal Amores Laetitia.

“Amores Laetitia é um marco, um fundamento geral para todas as reflexões que a gente faz hoje em torno da família. Na nossa comissão episcopal, em todos os trabalhos que fazemos no Brasil, a gente sente que ela trouxe grande revigoramento para s as famílias e para a pastoral familiar. Note que ela não está desligada de todo um passado muito forte, muito bonito. Basta lembrar a Familiaris Consorsio, de Joao Paulo II, por exemplo”, pondera dom João Bosco.

Comissão episcopal tem duas missões principais

De acordo com o bispo referencial, entre as atribuições da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB estão a organização da Pastoral Familiar e a formação permanente. “O trabalho da comissão se divide em duas partes muito grandes. Por um lado a organização da Pastoral Familiar no Brasil inteiro, estamos numa batalha para formar e estruturar esses grupos paroquiais, diocesanos e regionais em todo o país. Também temos o trabalho de formação, que deve chegar a toda a nossa gente, não só aos membros da Pastoral, a todas as comunidades. A família deve ser o eixo de toda a evangelização”, concluiu.

Rafael Pierobon conversou para Vatican News com Dom João Bosco

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1. Um perigo eminente
Nos últimos anos, apresentaram-se diversas iniciativas que visavam à legalização do aborto
no ordenamento jurídico brasileiro.
Em todas essas ocasiões, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, fiel à sua missão
evangelizadora, reiterou a “sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e
dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”, condenando, “assim,
todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil” (CNBB, Nota Pela
vida, contra o aborto, 11 de abril de 2017).
Unindo sua voz à sensibilidade do povo brasileiro, maciçamente contrário a qualquer forma
de legalização do aborto, a Igreja sempre assegurou que “o respeito à vida e à dignidade das
mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas”,
lembrando que “urge combater as causas do aborto, através da implementação e do
aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da
saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres
do Brasil” (Ibidem).
As propostas de legalização do aborto sempre foram debatidas democraticamente no
parlamento brasileiro e, após ampla discussão social, sempre foram firmemente rechaçadas
pela população e por seus representantes.
A desaprovação ao aborto, no Brasil, não parou de crescer nos últimos anos, mas, não
obstante isso, assistimos atualmente uma tentativa de legalização do aborto que burla todas as
regras da democracia: quer-se mudar a lei mediante o poder judiciário.

2. A ADPF 442
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF 442, solicita ao Supremo
Tribunal Federal – STF a supressão dos artigos 124 a 126 do Código Penal, que tipificam o
crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade. O argumento, em si, é absurdo, pois se
trata de uma lei federal de 1940, cuja constitucionalidade jamais foi questionada.
O STF convocou uma audiência pública para a discussão do tema, a realizar-se nos dias 3 e 6
de agosto de 2018. A maior parte dos expositores representa grupos ligados à defesa da
legalização do aborto.
A rigor, o STF não poderia dar andamento à ADPF, pois não existe nenhuma controvérsia em
seu entendimento. Em outras palavras, em si, a ADPF 442 transcende o problema concreto do
aborto e ameaça os alicerces da democracia brasileira, que reserva a cada um dos poderes da
República uma competência muito bem delineada, cujo equilíbrio é uma garantia contra
qualquer espécie de deterioração que degenerasse em algum tipo de ditadura de um poder
sobre os outros.
O momento exige atenção de todas as pessoas que defendem a vida humana. O poder
legislativo precisa posicionar-se inequivocamente, solicitando de modo firme a garantia de
suas prerrogativas constitucionais. Todos os debates legislativos precisam ser realizados no
parlamento, lugar da consolidação de direitos e espaço em que o próprio povo, através dos seus representantes, outorga leis a si mesmo, assegurando a sua liberdade enquanto nação
soberana. Ao poder judiciário cabe fazer-se cumprir as leis, ao poder legislativo, emaná-las.

3. O aborto da democracia. “Escolhe, pois, a vida”.
O eloquente preceito que recebemos da Escritura, “escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19), agora,
reveste-se de importância decisiva: precisamos garantir o direito à vida nascente e, fazendo-o,
defender a vida de nossa democracia brasileira, contra todo e qualquer abuso de poder que, ao
fim e ao cabo, constituir-se-ia numa espécie de “aborto” da democracia.
As democracias modernas foram concebidas como formas de oposição aos absolutismos de
qualquer gênero: pertence à sua natureza que nenhum poder seja absoluto e irregulável. Por
isso, é imensamente desejável que, diante destas ameaças hodiernas, encontremos modos de
conter qualquer tipo de exacerbação do poder.
Em sua evangélica opção preferencial pelos pobres, a Igreja vem em socorro dos mais
desprotegidos de todos os desprotegidos: os nascituros que, indefesos, correm o risco do
desamparo da lei e da consequente anistia para todos os promotores desta que São João Paulo
II chamava de cultura da morte.

4. Sugestões práticas. O que fazer?
Diante da gravidade da situação, pedimos a todas as nossas comunidades uma mobilização em
favor da vida, que se poderia dar em três gestos concretos:
1. Uma vigília de oração, organizada pela Pastoral Familiar local, tendo como intenção a
defesa da vida dos nascituros, podendo utilizar como material de apoio os encontros do
subsídio Hora da Vida 2018, sobretudo a Celebração da Vida, vide página 41. Ao final da
vigília, os participantes poderiam elaborar uma breve ata e endereçá-la à Presidência do
Congresso Nacional, solicitando aos legisladores que façam valer suas prerrogativas
constitucionais: presidencia@camara.leg.br, com cópia para a Comissão Episcopal para a
Vida e a Família: vidafamilia@cnbb.org.br.
2. Nas Missas do último domingo de julho, os padres poderiam comentar brevemente a
situação, esclarecendo o povo fiel acerca do assunto e reservando uma das preces da Oração
da Assembleia para rezar pelos nascituros. A coordenação da Pastoral Familiar poderia
encarregar-se de compor o texto da oração e também de dirigir umas palavras ao povo.
3. Incentivamos, por fim, aos fiéis leigos, que procurem seus deputados para esclarecê-los
sobre este problema. Cabe, de fato, ao Congresso Nacional colocar limites a toda e qualquer
espécie de ativismo judiciário.
Invocamos sobre todo o nosso país a proteção de Nossa Senhora Aparecida, em cuja festa se
comemora juntamente o dia das crianças, para que ela abençoe a todos, especialmente as mães
e os nascituros.

Dom João Bosco B. Sousa, OFM
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família

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Com a proximidade da Semana Nacional da Vida, de 1º a 7 de outubro, encerrando com o Dia do Nascituro, dia 8 a Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), sugere a preparação das paróquias e comunidades para vivenciarem e celebrarem de forma profunda esse momento.

hora da vida

Para ajudar na celebração e vivência desta data, a Comissão Episcopal para a Vida e a Família e Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), oferece o subsídio “Hora da Vida”.

O subsídio traz propostas de encontros, celebrações, reflexões e ações para durante todo o ano. Podem ser adaptados à realidade local, sendo um guia para momentos de maior comunhão das famílias na evangelização e transformação da sociedade em favor da vida.

O “Hora da Vida” traz como tema de reflexão “O Evangelho da Vida: Anunciar, Celebrar e Servir”, propondo sete encontros, com diferentes abordagens sobre a celebração da Vida. O subsídio recorda também os 20 anos da Encíclica Evangelium Vitae, de São João Paulo II.

A Semana da Vida e o Dia do Nascituro são instrumentos que ajudam a compreender e admirar, proteger e defender a beleza da vida, sua grandeza e dignidade, seu incomparável valor.

O material preparado pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar aborda a vida a partir de Cristo, do povo, do evangelho, do serviço e da família. A proposta também é celebrar a vida com oração do terço, celebração e vigília.

Dom Frei João Bosco Barbosa de Sousa, ofm – presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, nos faz um convite especial. Assista: