CNBB

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Foto: CNBB

Formar leigos e leigas para ser sal e luz na Igreja e no mundo

O Ano do Laicato tem início na Festa de Cristo Rei, dia 26 de novembro, e a nossa Diocese prepara-se para uma solene e festiva celebração com todas as paróquias, no Ginásio de Esportes José Liberati, em Osasco, com missa, apresentações musicais e um ambiente bom de convivência e comemoração. Teremos durante todo o ano que se segue oportunidade de compreender o papel essencial dos leigos, a maior parcela da Igreja, encontrar caminhos para o crescimento e a ação consciente dos leigos na própria vida da Igreja e sobretudo na transformação do mundo. Leigos e leigas atuando na Igreja, tornam-na viva e participativa. Leigos e leigas com espírito missionário levam o Evangelho a todos os recantos da sociedade e do mundo. Leigos e leigas, maduros e bem formados transformam a vida familiar, a economia, a política, as artes, o lazer e o trabalho, enriquecendo essas realidades com os valores do Evangelho. Fazem do mundo o lugar do Reinado de Cristo. Tem sentido, portanto que este ano especial comece na Festa de Cristo Rei.

Um ano não é só um ano

A escolha de um tema e a proposta de um ano comemorativo não deve ser acolhido como algo passageiro. Tivemos há pouco o Ano Mariano, antes o Ano da Misericórdia, mais para trás o ano sacerdotal, o ano paulino, o ano da vida consagrada, e outros. Tudo passa e parece que pouco adianta dar importância a essas motivações. Não é bem assim. Essas ocasiões deixam marcas profundas. São como o nosso alimento: podemos esquecer o que comemos ontem, na semana passada ou há anos atrás. Porém isso nos alimentou e nos fortaleceu para o que somos hoje. Os leigos sempre tiveram importância na Igreja, porém, a partir do Concílio Vaticano II, ganharam visibilidade e força eclesial, surgiram as pastorais sociais, as comunidades de base, as pastorais da juventude e outras expressões importantes. Um Sínodo sobre a missão dos Leigos, teve como conclusão a Chirstifideles laici, exortação de São João Paulo II, da qual comemoramos 30 anos. Um Ano do Laicato deve dar continuidade a este grande caminho, e mesmo atualizar as propostas da Igreja para o Laicato para que seja mais efetiva a sua presença na Igreja e no mundo. Os frutos, portanto, não deverão se restringir a este ano, mas abrir-se para o futuro.

Mais que oportuno, essencial

O Ano do Laicato acontece em boa hora. Na Igreja atual, do Papa Francisco, recebemos preciosos impulsos: ele quer uma Igreja missionária e isso só pode acontecer se houver um laicato ativo. Outro impulso vem da Amoris Laetitia, a Exortação do Papa Francisco sobre a Família, que fala ao coração dos leigos. Famílias bem constituídas são sinal de um laicato consciente e bem formado.  Uma proposta feita pela CNBB, refletindo sobre a Missão e ministérios dos leigos resultou no Documento 105, que fez uma nova e atualizada síntese, da participação dos leigos e leigas na Igreja e no mundo, conforme foi pedido pelo Concílio. Mais recentemente ainda, a CNBB se debruçou sobre o tema da Iniciação à Vida Cristã, entendendo que o caminho para formar os leigos como discípulos missionários, com condições de entrar no coração do mundo levando as propostas do Evangelho, deve ser semelhante àquele dos primeiros cristãos: eram minoria, viviam num mundo adverso, eram perseguidos, mas tinham uma vida com Cristo tão , na comunidade da Igreja, que seu testemunho encantava até os corações mais duros, chegando a mudar a face do violento Império Romano. Precisamos de leigos assim.

Leigos respondendo às provocações do mundo

Os leigos perguntam se os Bispos não vão fazer um pronunciamento, um protesto, uma manifestação contra as ofensas que apareceram na mídia nas últimas semanas: ofensas a Nossa Senhora Aparecida, à Eucaristia, ao Crucifixo. E ainda sobre as obras ditas “de arte” que mostram a sexualidade humana deformada pela ideologia de gênero, imoralidades bizarras e até grotescas. Mais ainda, se não cabe um pronunciamento da Igreja sobre os desmandos políticos, a volta do trabalho escravo, a desesperança do povo diante das malas de dinheiro e a falta de remédios nos postos de saúde. Claro, tudo isso merece a consideração dos bispos e até mesmo houve um pronunciamento oficial da Igreja diante desses fatos que deixam a nossa gente indignada. Um simples protesto, ainda que seja da CNBB ou do Papa, pode acabar colocando mais lenha na fogueira, fazendo propaganda do erro e da mentira. Por isso a Igreja reage sempre com a necessária prudência. Mas, não resta dúvida, o meio mais eficaz de combater tudo isso, sejam os vícios da política, sejam as ofensas aos símbolos religiosos, sejam as questões sociais, passa pela formação constante de um laicato maduro e atuante, comprometido com a fé e com o bem social.

Iniciação combina com Ano do Laicato

A recente Assembleia das Igrejas de todo o Estado de São Paulo (Sul 1) juntou os dois documentos da CNBB: A formação mais profunda e comprometida de Leigos e Leigas resultará em cristãos maduros para atuar na Igreja e na sociedade. Ou o inverso: um itinerário de Iniciação à Vida Cristã desde a infância, passando pela catequese de adultos e chegando a um aprofundamento para os já iniciados, resultará em um laicato capaz de enfrentar a realidade da evangelização no mundo de hoje. O resultado dessa equação aponta para uma tarefa que deveremos assumir em nosso planejamento diocesano: estabelecer e colocar em andamento um projeto diocesano de iniciação e formação dos leigos para que sejam presença cristã no mundo. Já temos atividades de formação que são bem conduzidas: as semanas temáticas para os catequistas, para os ministros, a semana social, a atividade da Pastoral Familiar, a escola de Emaús, o estudo promovido pelos Movimentos, o Curso de Teologia Pastoral e a própria catequese infantil e juvenil… tudo isso pode ser estendido num projeto mais amplo que contemple retiros, cursos, material didático, programas para todas as etapas da vida, e as necessidades específicas de cada grupo de cristãos. Não deverá ser um projeto de curto prazo, mas progressivo, enriquecido pela realização do Ano do Laicato. Vamos abraçar esse caminho com força e dedicação.

Dom João Bosco, ofm

Bispo Diocesano de Osasco

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Motivados por acontecimentos recentes envolvendo a utilização de símbolos religiosos da fé católica em manifestações isoladas e exposições “artísticas”, os bispos que integram o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), elaboraram a mensagem ao povo brasileiro, divulgada em Coletiva de Imprensa, realizada na sede da entidade, dia 26/10.

No documento, os bispos reconhecem que “em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino”.

Contudo, recentemente, a mensagem destaca que “crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável”.

Integram o Conselho Permanente da CNBB, a presidência da entidade, os bispos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais (Consep) e os bispos presidentes dos 18 regionais da CNBB.

Confira, abaixo, a íntegra do documento.

MENSAGEM DA CNBB MENSAGEM DA CNBB

Vencer a intolerância e o fundamentalismo

“E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom”  (Gn 1,31)

Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunidos em Brasília de 24 a 26 de outubro de 2017, dirigem esta mensagem ao povo brasileiro, diante de recentes fatos que, em nome da arte e da cultura, desrespeitaram a sexualidade humana e vilipendiaram símbolos e sinais religiosos, dentre eles o crucifixo e a Eucaristia, tão caros à fé dos católicos.

Em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino. “A arte é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e para uma verdade que vão mais além da vida quotidiana” (Bento XVI – 2011). O mundo no qual vivemos, ensina Paulo VI, precisa de beleza para não cair no desespero (Cf. Mensagem aos Artistas – 1965).

Reconhecemos que “para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte” (São João Paulo II – Carta aos artistas 1999). Somos, por isso, agradecidos aos artistas pela infinidade de obras que enriquecem a cultura, animam o espírito e inspiram a fé. Merecem destaque a pintura, a música, a arquitetura, a escultura e tantas outras expressões artísticas que ressaltam a beleza da criação, do ser humano, da sexualidade, e o espírito religioso do povo brasileiro. Arte e fé, portanto, devem caminhar unidas, numa harmonia que respeita os valores e a sensibilidade de cada uma e de toda pessoa humana na sua cultura e nos seus valores.

Lamentavelmente, crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável. O desrespeito e a intolerância, por parte de artistas para com esses valores, fecham as portas ao diálogo, constroem muros e impedem a cultura do encontro. Preocupam, portanto, o nível e a abrangência destas intolerâncias que, demasiadamente alimentadas em redes sociais, têm levado pessoas e grupos a radicalismos que põem em risco o justo apreço pela arte, a autêntica liberdade, a sexualidade, os direitos humanos, a democracia do País.

Vivemos numa sociedade pluralista, por isto, precisamos saber conviver com os diferentes. Isso, contudo, não subtrai à Igreja o direito de anunciar o Evangelho e as verdades nele contidas, a respeito de Deus, do ser humano e da criação. Em desacordo com ideologias como a de gênero, é nosso dever ressaltar, sempre mais, a beleza do homem e da mulher, tais como Deus os criou, bem como os valores da fé, expressos também nos símbolos religiosos que, com sua arte e beleza, nos remetem a Deus. Desrespeitar estes símbolos é vilipendiar o coração de quem os considera instrumentos sagrados na sua relação com Deus, além de constituir crime previsto no Código Penal.

Animamos a sociedade brasileira a promover o diálogo e o encontro, por meio dos quais as pessoas, em suas diferenças, respeitam e exigem respeito, e permitem sentir a riqueza que cada um traz dentro de si.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos ensine o caminho da beleza e do amor, da fraternidade e da paz.

Brasília, 26 de outubro de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

XVCNPF-padrejorge-dommilton-pedeusdeditDivulgada a carta lida ao final do XV Congresso Nacional da Pastoral Familiar. Leia na íntegra o texto redigido pelo assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e secretário executivo da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), padre Jorge Alves Filho, e pelo assessor eclesiástico da Pastoral Familiar no regional Oeste 2 da CNBB, padre Deusdédit Monge de Almeida:

Carta de Cuiabá

Sob o auspicio do padroeiro da Arquidiocese de Cuiabá, Senhor Bom Jesus, a Pastoral Familiar se reuniu para o “XV Congresso Nacional da Pastoral Familiar”, nos dias 08, 09 e 10 de setembro de 2017, iluminado pelo tema “Família, uma luz para a vida em sociedade” (Papa Francisco) e como lema “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14).

Neste congresso tivemos palestras e testemunhos que ajudaram a todos a refletirem sob o tema e o lema proposto.

O Papa Francisco, na Exortação Apostólica Amoris Letitia, nos convida a uma verdadeira conversão pastoral e acolhimento a todas as famílias, as palestras e testemunhos fizeram alusão a esta exortação como referência para a caminhada da Pastoral Familiar no Brasil.

Foram contemplados nas reflexões todos os setores da Pastoral Familiar: Pré-matrimonial, Pós-matrimonial e Casos Especiais. O grande objetivo deste congresso, além de congregar no espírito de comunhão, unidade e fraternidade, os agentes do Brasil, buscou a potencialização e consolidação da Pastoral Familiar. Estamos convencidos que a família cristã, sólida, estável e indissolúvel, constitui a essência da comunidade eclesial e fundamento da sociedade.

Neste congresso recebemos a benção do Santo Padre Papa Francisco, em carta enviada ao Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família, Dom João Bosco Barbosa de Sousa, nos lembrou que cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo (AL 66), deixando-se transfigurar sempre mais pela luz do Senhor Ressuscitado, através de um continuo e perseverante caminho de conversão que permita viver uma verdadeira comunhão de amor, pois, “Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós” (Jo 4,2).

Finalizando, relembremos as palavras do Documento de Aparecida: “Em toda diocese se requer uma Pastoral Familiar “intensa e vigorosa” (nº 435) e as do Papa Francisco: “Hoje a Pastoral Familiar deve ser fundamentalmente missionária, em saída, por aproximação, em vez de se reduzir a ser uma fábrica de cursos a que poucos assistem” (Amoris Laetitia, 230). Pois entendemos que a Pastoral Familiar é a resposta da Igreja aos graves problemas que ameaçam a unidade e a identidade da família cristã no mundo de hoje.

Cuiabá, 10 de setembro de 2017

Pe. Deusdédit Monge de Almeida
Ass. Eclesiástico da Regional Oeste 2

Pe. Jorge Alves Filho
Ass. Nacional da Comissão Episcopal Vida e Família/CNBB
Secretário Executivo da CNPF

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Prezados irmãos do clero, coordenações das comunidades,

Paz em Cristo Jesus!

 

Ao enviar este vídeo a  todos, peço que o divulguem em suas redes e atendam, nos próximos dias 9 e 10 de setembro, ao pedido dos bispos do Brasil, motivando com vigor a coleta nacional em benefício da própria CNBB.

A sede da Conferência dos Bispos necessita urgentemente ser restaurada, para que ela possa continuar seu trabalho de animação da igreja em todo o Brasil. Nós sabemos o quanto é importante para nós o trabalho de animação que nos beneficia a todos. É hora de retribuir isso com generosidade.

O fato é que a CNBB sempre apoiou muitos projetos de evangelização, mas nunca pediu ajuda das dioceses para sua própria atuação. Agora, porém, a situação da sede tornou-se grave e urgente, não há como adiar as obras necessárias para seu funcionamento. Por isso esse pedido especial nesta data de 9 e 10 de setembro.

Vamos motivar o nosso povo e abrir o coração e apoiar com fé e decisão a nossa Igreja, pelo bem de toda a evangelização.

Conto com o esforço e a ajuda de todos.

 

Dom João Bosco,

Bispo de Osasco

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O Brasil passa por um momento difícil e de apreensão. A realidade econômica, política, ética está acompanhada de violência e desesperança. Diante dessa realidade, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) conclama todos cristãos e pessoas de boa vontade a se unirem em um profundo e intenso momento de oração pelo país. Até o dia 7 de setembro, comunidades, paróquias, dioceses e regionais da conferência são chamados a realizarem a Jornada de Oração pelo Brasil.

Segundo o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, a Jornada de Oração é um convite aos cristãos católicos brasileiros a entrar e despertar para a realidade brasileira por meio da oração e jejum. “A oração nos abre um horizonte de compreensão para além da nossa realidade imediata e nos convida a dar nossa contribuição como cristãos e católicos”, disse.

Neste momento em que se celebra a Independência do Brasil, o secretário-geral afirma ser necessário lembrar do Brasil e, como cristãos católicos, participar ativamente da vida da nossa sociedade brasileira. “Não podemos continuar com a política e com o momento tenso que estamos vivendo de violência e agressões e desprezo das relações sociais. É necessário buscar um reequilíbrio a partir da ética”, disse o religioso.

O Dia de Oração e Jejum sugerido é o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil. Com o tema “Dia da Pátria: Vida em primeiro lugar” e o lema “A paz é o nome de Deus” (Papa Francisco), a CNBB enviou uma carta a todos os bispos brasileiros com uma oração. (confira abaixo).

Um dos trechos da oração, encaminhada pelo Conselho Permanente da CNBB a todos os bispos do país, pede:

“Vivemos um momento triste, marcado por injustiças e violência. Para construirmos a justiça e a paz, em nosso país, necessitamos muito do vosso amor misericordioso, que nunca se cansa de perdoar”.

Veja a íntegra da oração:

JORNADA DE ORAÇÃO PELO BRASIL

Semana da Pátria
1º a 07 de setembro de 2017
07 de setembro – dia da Pátria: Vida em primeiro lugar
A paz é o nome de Deus” (Papa Francisco)

Diante do grave momento vivido por nosso país, dirijamos nossa oração a Deus, pedindo a bênção da paz para o Brasil.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vivemos um momento triste, marcado por injustiças e violência. Para construirmos a justiça e a paz, em nosso país, necessitamos muito do vosso amor misericordioso, que nunca se cansa de perdoar.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Estamos indignados, diante de tanta corrupção e violência que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão. Nós cremos no vosso amor misericordioso que nos ajuda a vencer as causas dos graves problemas do País: injustiça e desigualdade, ambição de poder e ganância, exploração e desprezo pela vida humana.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejamos atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vosso Filho, Jesus, nos ensinou: “Pedi e recebereis”. Por isso, nós vos pedimos confiantes: fazei que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos agentes da paz, iluminados pela Palavra e alimentados pela Eucaristia.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vosso filho Jesus está no meio de nós, trazendo-nos esperança e força para caminhar. A comunhão eucarística seja fonte de comunhão fraterna e de paz, em nossas comunidades, nas famílias e nas ruas.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Neste ano em que celebramos os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, queremos seguir o exemplo de Maria, permanecendo unidos a Jesus Cristo, que convosco vive, na unidade do Espírito Santo.

Amém!
(Pai nosso! Ave, Maria! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!)

Veja a íntegra da carta:

Brasília-DF, 10 de agosto de 2017
SG – Nº. 0500/17

Prezado irmão no episcopado,
Unidos para servir!

Vivemos um momento difícil e de apreensão no Brasil. A realidade econômica, política, ética vem acompanhada de violência e desesperança.

O Conselho Permanente, ao refletir o momento vivido, pediu que a Presidência enviasse carta ao irmão, sugerindo um Dia de jejum e oração pelo Brasil. Pediu igualmente que fosse enviada uma oração que pudesse ser rezada nas comunidades e famílias.

O dia de oração e jejum sugerido é o dia 7 de setembro próximo. A oração que enviamos também em anexo é a mesma que rezamos no dia de Corpus Christi. Houve uma adaptação na última prece.

Convidamos o irmão a incentivar a participação das comunidades e famílias no Dia de Jejum e oração pelo Brasil.

Em Cristo, unidos para servir,

Cardeal Sergio da Rocha                                 Dom Murilo S. R. Krieger              Dom Leonardo Ulrich Steiner
Arcebispo de Brasília – DF                             Arcebispo de São Salvador            Bispo Auxiliar de Brasília – DF
Presidente da CNBB                                       Vice-presidente da CNBB                 Secretário-Geral da CNBB

 

Dom-João-Bosco CNBB

Domingo, 13 de agosto: a Igreja no Brasil deu início a 26ª edição da Semana Nacional da Família (SNF). O tema escolhido para este ano é “Família, uma luz para a vida em sociedade”. O bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa de Sousa, comentou sobre esta ocasião “muito importante para que todas as famílias do Brasil possam refletir sobre a dignidade, a importância, a beleza que é a família, dom de Deus”.

Para o bispo, que também preside a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), trata-se de um momento de reflexão e ao mesmo tempo de testemunho e serviço dos cristãos para com a humanidade, “para desenvolver este senso da beleza da grandeza, da alegria que é ser família”. No contexto do Mês Vocacional, quando a Igreja recorda a cada semana uma vocação, dom João Bosco lembrou que a Semana Nacional começa com o Dia dos Pais e se desenvolve durante toda a semana “para que toda a família toda seja abençoada por Deus”.

Motivação e trabalho conjunto
Desde junho, a Pastoral Familiar anima os agentes e grupos paroquiais e diocesanos para fazer um trabalho conjunto dentro das comunidades Brasil afora. Na ocasião, dom João Bosco Barbosa pediu que a preparação e a celebração da Semana Nacional da Família fossem além do âmbito dos grupos paroquiais que se dedicam à família. “O papa Francisco pediu para que todas as comunidades se envolvessem com a família, fizessem da família o centro da ação evangelizadora. Então, o melhor jeito da gente se preparar é aproximando os nossos grupos, as nossas pastorais, os nossos sacerdotes, diáconos, todos os agentes da Igreja. Não para que fique só na igreja, mas para que possa levar o tema da família como luz para a sociedade”, ressaltou lembrando do necessário envolvimento de toda a Igreja na reflexão e aplicação da exortação apostólica do papa Francisco Amoris Laetitia – sobre o amor na família.

Resgate histórico
De acordo com a CNPF, a Semana Nacional da Família teve origem em 1992 como resposta à necessidade de defesa e promoção da família, cujos valores, já naquela época, eram agredidos sistematicamente na sociedade. Ela sempre acontece a partir do segundo domingo de agosto, quando é comemorado o Dia dos Pais. Desde o início, foi proposta como um momento forte no qual a Pastoral Familiar procura articular-se com todas as demais pastorais da Igreja no sentido de evangelizar a família na globalidade dos seus aspectos e realidades.

Subsídio
Para animar este momento de valorização da instituição familiar, a Pastoral Familiar propõe como subsídio o livreto “Hora da Família”. A primeira edição do material publicada em 1996, por iniciativa da arquidiocese do Rio de Janeiro, como preparação para o II Encontro Mundial das Famílias, que aconteceu no ano seguinte com a visita do papa João Paulo II. Na sequência, o Hora da Família, assumido pelo então Setor Família da CNBB, animou grupos e comunidades do Brasil no tríduo rumo ao Jubileu do ano 2000 e foi somado ao texto usado na Semana Nacional da Família, que a partir de então formaram um só fascículo.

Editado anualmente, o material apresenta reflexões sobre temas relacionados à vida em família e à atuação da Pastoral Familiar. Desde o início, a publicação ainda traz sugestões de celebrações e orações para serem utilizadas em vários momentos do ano. “É uma publicação que pode ser utilizada de diversas maneiras e adaptadas às circunstâncias de cada comunidade. É um subsídio rico e a cada ano ele é preparado com muito carinho”, afirma dom João Bosco.

“Família, uma luz para a vida em sociedade” é o tema do subsídio Hora da Família 2017. Neste ano, a reflexão está em sintonia com o impulso da Igreja no Brasil para que seja percebida a importância das ações dos cristãos leigos e leigas na sociedade. O material propõe os sete encontros da Semana Nacional da Família, Leitura Orante da Palavra e celebrações em família. A Secretaria Executiva Nacional da CNPF informou que 300 mil unidades do subsídio foram distribuídas neste ano.