Brasília

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Na manhã desta segunda-feira, 26, o cardeal Sergio da Rocha foi homenageado em Sessão Solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal, recebendo o Título de Cidadão Honorário de Brasília. A cerimônia homenageou também a Campanha da Fraternidade 2018.

A autoria da homenagem foi requerida pelo deputado distrital Cláudio Abrantes (Sem Partido), com o objetivo de agradecer o trabalho prestado por dom Sergio, não só para Brasília, mas por sua atuação em diversas arquidioceses que dirigiu.

Os bispos auxiliares dom Valdir Mamede e dom Marcony Ferreira também estiveram presentes, além de padres e diáconos. A Sessão também contou com a presença de diversos fiéis leigos atuantes em pastorais, movimentos e comunidades.

Na ocasião, dom Sergio disse estar agradecido com a homenagem: “Fico feliz com esta homenagem, embora não me sinta merecedor desta honra, porque este gesto me faz sentir ainda mais participante desta grande família, de cidadãos brasilienses que compartilham desta Casa comum, desta família comum que é Brasília.”

Dom Sergio deu continuidade ressaltando não só a importância da cidade de Brasília mas, de forma geral, do povo que aqui vive: “Ao se referir a Brasília, as pessoas de modo geral, tendem a ressaltar a sua importância política e cultural enquanto Capital Federal, ou seu conjunto arquitetônico ou a originalidade de seu traçado urbanístico. De fato tudo isso é motivo de orgulho e também de responsabilidade. Mas eu quero aqui ressaltar outra característica muito importante de Brasília que é a convivência respeitosa e pacífica entre pessoas de tantas origens diferentes. E esse traço deveria ser muito mais reconhecido no mundo marcado com tantos conflitos, intolerâncias, por barreiras e rejeições a quem origem e cultura diferente.”

Dom Sergio é homenageado na Plenária da Câmara

Tomando como referência a Catedral Nossa Senhora Aparecida, dom Sergio falou um pouco sobre a fé do povo brasiliense: “A bela Catedral de Brasília tem a sua forma arquitetônica original representando mãos de se unem e se erguem para o céu. Posso dizer pelo que tenho experimentado que são as mãos e o coração do um povo brasiliense voltados pra Deus. E essas mesmas mãos  que se erguem para Deus em oração são também mão que se abrem, que acolhem quem chega como irmão e amigo.”O cardeal compartilhou a sua gratidão pela forma como foi acolhido pela cidade, na qual está a frente desde agosto de 2011: “Eu tenho experimentado o jeito fraterno e acolhedor do povo de Brasília, formado por candangos da primeira hora, mas também por gente de todas as regiões do Brasil, que como eu vai aos pouco assumindo sua condição de candango. Quem aqui chega vai logo se sentindo em casa e querendo aqui permanecer.”, disse.

O Cardeal também falou sobre as responsabilidades de quem recebe um Título como o que recebeu: “O Título de Cidadão de Brasília faz pensar no exercício da cidadania, no exercício consciente e responsável em nossa cidade. Somos estimulados a crescer na corresponsabilidade pela nossa cidade, pela nossa gente. Somo desafiados a cuidar dela com zelo e servir a nossa gente com amor sempre mais generoso, em atenção aos mais pobres e necessitados.”

“Nos diversos encontros e reuniões que participo no Brasil e no mundo, quantas vezes eu tenho dito, com orgulho, dentro do País ou fora dele, “sou de Brasília”. Mas a partir de agora posso dizer de coração “sou cidadão brasiliense, sou candango”, ainda que de última hora”, acrescentou dom Sergio.

Ao final da sessão, dom Sergio recebeu os cumprimentos dos presentes.

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Reunidos durante a tarde da terça-feira, 20/02, os bispos que integram o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), atualmente formado pela presidência da entidade, presidentes das Comissões Episcopais Pastorais e presidentes dos regionais deram contribuições ao subsídio que está sendo preparado para ajudar as reflexões de grupos de base sobre as eleições 2018. A proposta do material segundo dom Leonardo, secretário-geral da CNBB é contribuir para a formação política das pessoas, assim como motivá-las a participar do processo político.

O material foi apresentado aos bispos nesta terça-feira (20/02)

A cartilha apresentada pelo secretário do regional Sul buscará na parte 1, no âmbito das preocupações, abordar a crise ética pela qual passa o sistema político brasileiro, corrupção, ameaças à democracia e os sinais de esperança. Na parte 2, a Igreja e as Eleições, serão abordados a contribuição da Igreja Católica na aprovação da Lei da Ficha Limpa (nº 135/2010) e o incentivo da participação dos cristãos leigas/as na vida pública e ainda a Lei 9.840/1999 contra a corrupção eleitoral.O subsídio, que está em fase de elaboração toma como exemplo a cartilha já confeccionada pelo regional Sul 2 da CNBB, que atualmente tem uma tiragem de cerca de 300 mil exemplares. De acordo com o secretário-executivo do regional, padre Mário Spaki, o subsídio do regional é elaborado numa linguagem simples, bem diagramado e conta com indicações básicas sobre o universo da política a partir do olhar da Igreja. O padre foi convidado a apresentar a cartilha aos bispos.

Na parte 3 do material, o regional Sul 2 trabalhará as Eleições 2018 e as alterações na lei eleitoral, bem como a definição da boa política e as principais funções de quem será eleito. Um outro aspecto a ser abordado neste material são as “Fake news”, falsas notícias, disseminadas no processo eleitoral.

Avaliação dos bispos

Na plenária, os prelados se reuniram para dar contribuições ao material que deverá ter abrangência nacional. Dom Valério Breda, bispo de Penedo, disse que o subsídio deveria colocar não só a política em evidência, mas a vida, a família e ter um olhar mais atento aos pobres. Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari deu a ideia de o material conter relações com a Campanha da Fraternidade 2018, que tem como tema “Fraternidade e Superação da Violência” e busca promover entre outros aspectos, a paz.

O arcebispo de Diamantina e presidente da Comissão para a Comunicação, dom Darci Nicioli atentou para o fato de que todos estão dando visibilidade às eleições do executivo e esquecendo do legislativo que, segundo ele, é fundamental. Já o bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Joaquim Mol disse que é preciso que o material revalorize o papel da política. “Esse subsídio tem que ajudar as pessoas a reaver a esperança na política”, disse.

Após as contribuições feitas pelos bispos, o próximo passo é partir para a elaboração do texto, que deverá ficar pronto após a 56ª Assembleia Geral da CNBB, a ser realizada em abril. Além desse tema, os bispos discutiram ao longo do dia o cronograma da Assembleia, a realização do Ano Vocacional e a promoção de um debate com os presidenciáveis.

Arquivo CNBB

Entre os dias 28 e 29 de novembro, os bispos que atuam como presidentes das comissões pastorais da CNBB estarão reunidos em Brasília (DF) com a presidência da Conferência para mais um encontro ordinário do Conselho de Pastoral. Essas comissões cobrem as áreas principais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil: animação missionária, liturgia, bíblia e catequese, cultura e educação, ecumenismo, doutrina, comunicação, juventude, ministérios e vocações, ação social transformadora, vida e família e a do Laicato.

O Ano Nacional do Laicato, inclusive, será lançado pelo Consep no início do encontro esta semana. Pastoralmente iniciado na Solenidade do Cristo Rei, no domingo, 26 de novembro, os bispos farão um lançamento oficial na reunião desta semana. O Ano do Laicato  serrá celebrado até a Solenidade de Cristo Rei do ano que vem, à 25 de novembro de 2018. O tema escolhido para animar a mística do Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14.

Outros temas importantes da evangelização terão destaque no encontro do Consep. A reunião é realizada em rodízio com os encontros do Conselho Permanente da CNBB. Trata-se da última reunião do ano e os bispos só voltam ao ritmo normal de reuniões em fevereiro de 2018.

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Consep Brasilia

Os bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheram, na manhã desta quarta-feira, 09, o tema da Campanha da Fraternidade 2019. Após empate com outra proposta, foi escolhido – por seis votos a quatro – o tema “Fraternidade e políticas públicas”.

A discussão a respeito da questão foi iniciada na manhã de ontem, logo no início da reunião do Conselho. A partir de 98 sugestões, enviadas por dioceses, regionais e órgãos governamentais, entre eles a Polícia Rodoviária Federal, os bispos chegaram a sete eixos temáticos postos em votação hoje: políticas públicas, trânsito, comunicação, família, educação, direitos humanos e fraternidade.

Após retomarem o debate e destacarem elementos importantes relacionados a cada temática, além da pertinência da reflexão no contexto social do Brasil, os bispos propuseram o título completo do tema para votação. Receberam votos as seguintes indicações: “Fraternidade e política públicas”, “Fraternidade: políticas públicas e direitos humanos” e “Trânsito: respeito à vida”.

A proposta vencedora ganhou peso com argumentos que destacavam que “políticas públicas” é um tema mais abrangente e envolve todas outras propostas apreciadas pelos membros do conselho, como direitos humanos e sociais, família, educação, trânsito e comunicação.

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Da manhã desta terça-feira, 20 de junho, até a quinta-feira, 22 de junho, o Conselho Permanente da CNBB está reunido em Brasília com um ampla pauta de assuntos importantes relacionados ao acompanhamento da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Entre as principais tarefas dos bispos nesta reunião estão os seguintes assuntos: tema central e experiências de evangelização para a Assembleia Geral (AG) de 2018; avaliação da última 55ª AG; Sínodo dos bispos sobre a juventude; relatos sobre a última assembleia do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), estudo de um texto sobre a acolhida da exortação apostólica do papa Francisco “Amoris Leatitia”, apresentação e estudo de um texto de estudo sobre Solo Urbano.

conselho CNBBO Conselho Permanente é composto pelos presidentes e membros dos conselhos dos 18 regionais da CNBB e presidentes das comissões episcopais. Nesta reunião também estão presentes os assessores das comissões episcopais pastorais, representantes dos Organismos do Povo de Deus, além de convidados especiais, como os membros da equipe responsável pela reflexão sobre a conjuntura política e social do Brasil. Também estão presentes representantes dos organismos ligados à CNBB como a Caritas Brasileira e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Os participantes tiveram oportunidade de ampliar a pauta de estudos nestes três dias. Entre os temas apresentados no início da reunião há uma sugestão de que a CNBB faça uma proposta de um dia de oração e jejum pelo Brasil. Os bispos trabalham em sessões que ocupam os três turnos do dia. Várias sessões são realizadas na manhã, tarde e noite.

Serviço:
O que é o Conselho Permanente?

É o órgão de orientação e acompanhamento da atuação da CNBB e dos organismos a ela vinculados, bem como órgão eletivo e deliberativo, nos limites de seu Estatuto. É constituído pela Presidência da CNBB, pelos membros das Comissões Episcopais Pastorais (Consep) e os membros eleitos dos Conselhos Episcopais Regionais (Conser).

De que trata o Conselho Permanente?
Orientar, apoiar, acompanhar as atividades da CNBB e dos organismos a esta vinculados, cuidando para que se executem devidamente as decisões da Assembleia Geral e do próprio Conselho Permanente.

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Bispos e assessores recordaram momentos significativos que revelaram a misericórdia de Deus em 2016

 

Teve início nesta terça-feira, dia 22 de novembro, a última reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) neste ano de 2016. O encontro, na sede da entidade, em Brasília (DF), segue até amanhã , dia 22, e foi iniciado com a celebração da palavra cuja temática foi o agradecimento por este ano, um “tempo precioso de misericórdia e conversão” oferecido a todos.

“Rendamos com alegria graças a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Crist, porque neste ano de graça, nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais”, motivou o arcebispo de Salvador (BA), dom Murilo Krieger, que preside esta reunião do Consep. Segundo dom Murilo, diante da situação em que se encontra o país, pode-se esquecer de agradecer de que aconteceram muitas coisas bonitas.

Aos presentes na celebração, foi pedido que recordassem momentos significativos que na caminhada do corrente ano de 2016 revelaram “a misericórdia do Pai”. Bispos e assessores lembraram de fatos marcantes para a caminhada da Igreja no Brasil e no mundo.

O bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB, dom Esmeraldo Barreto de Farias, recordou o acontecimento de dois encontros, na última semana, que envolvem a evangelização na Amazônia. A cidade de Belém (PA) recebeu o 2º Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal e o Encontro das Igrejas Irmãs.

  1. Também foram lembrados o Fórum de Pastoral da Educação e da Pastoral Universitária; a aprovação e a boa recepção nas dioceses do Documento 105 da CNBB “Cristãos Leigos e leigas na Igreja e na sociedade – sal da terra e luz do mundo”, aprovado pela 54ª Assembleia Geral da Conferência; o Ano Santo da Misericórdia, encerrado no último domingo; os seis seminários promovidos pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) nos regionais da CNBB sobre a encíclica Laudato Si’; o encontro sobre Ecumenismo realizado pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam); e a publicação da exortação apostólica pós-sinodal do papa Francisco Amoris Laetitia.

Reunião

O Consep é composto pelos 12 bispos que presidem as Comissões Episcopais Pastorais da CNBB, além dos três componentes da Presidência. Acompanham os bispos, nessas reuniões, os representantes de organismos importantes da Igreja e o grupo de assessores que trabalham em cada uma das comissões. Há ainda a participação de especialistas como pesquisadores, professores universitários, profissionais e personalidades que se despontam no estudo e na atuação em diversas áreas de atividades da sociedade brasileira.

Na manhã desta terça-feira, os bispos acompanharam uma análise de conjuntura que é sempre apresentada por um grupo de observadores e estudiosos da realidade brasileira composto pela própria Conferência com a missão exclusiva de assessorar os bispos no aprofundamento dos assuntos mais importantes da realidade política e social do Brasil.

Entre os temas que serão abordados durante a reunião estão a Reforma do Ensino Médio, o planejamento das atividades Pastorais para 2017; o lançamento do livro DoCat, que apresenta a Doutrina Social da Igreja aos jovens; uma reflexão sobre o Poder Judiciário e a questão do Foro Privilegiado, além do projeto Igrejas Irmãs

Cardeal Sergio da Rocha

A ausência do presidente do Conselho e da Conferência, cardeal dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília, foi justificada pelo vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger. O cardeal se encontra em Roma, na Itália, e participa de uma reunião da Comissão do Sínodo dos Bispos.