Bispo de Pemba

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Serão enviados os primeiros missionários para a Missão Pemba, na África. Na região amazônica darão continuidade ao trabalho, abrindo novas frentes de missão e sucedendo os que retornam.

«Todos são chamados a contribuir, cada um segundo as suas possibilidades e seus dons, para que o Evangelho seja anunciado por toda a parte e a formação missionária ocupe lugar na vida cristã». (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil,102, RM 83), Com este objetivo, a sede do Regional Sul 1 da CNBB, em São Paulo, acolheu na manhã desta segunda-feira, 06 de novembro, os interessados no Projeto de Ação Missionária e Cooperação Intereclesial que vão colaborar na missão evangelizadora na Amazônia e na África.

A reunião foi conduzida pelo Conselho Missionário Regional (COMIRE), em São Paulo (SP), que contou com a presença de dom José Luiz Bertanha, bispo da Diocese de Registro e referencial da Ação Missionária do Regional Sul 1 da CNBB; da equipe do Comire padre Everton Aparecido, Maria de Fátima da Silva, entre outros; pelo Regional Sul 1, o diácono Domingues ligado à área administrativa do Regional Sul 1 da CNBB.

Dentre os temas abordados foi dado destaque ao planejamento do Projeto para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, preparo e envio de missionários para a Amazônia e além-fronteiras, divulgação de folder, vídeos, além de reflexão e partilhas sobre o trabalho que vem sendo realizado pelo Regional e equipe missionária e encaminhamentos.

Pe. Everton Aparecido, que acompanha os Projetos, ajudou com a reflexão destacando que esta ação missionária tem como objetivo sensibilizar, despertar a consciência missionária na Igreja do estado de São Paulo e mobilizar as diversas dioceses de todo o Estado e membros das Pastorais, Movimentos e Organismos presentes no Regional. “A presença missionária na Amazônia e na África, não é apenas de uma pessoa, de uma diocese ou de uma congregação religiosa, mas de toda a Igreja do Estado de São Paulo”.

Nesse sentido, o diácono Domingues, orientou os missionários, dando as devidas informações práticas e conhecendo melhor o local onde eles atuarão. Os candidatos presentes ao encontro ainda preencheram uma ficha cadastral.

O grupo de missionários, entre padres, diáconos, religiosos/as, leigas e leigos, serão enviados no início  do próximo ano para a Diocese de Pemba, em Moçambique, na África, nas cidades de Nangade, Metoro e Chiure, e Amazônia brasileira.  Na região amazônica darão continuidade ao trabalho, abrindo novas frentes de missão e sucedendo os que retornam.

A próxima Assembleia Anual do Comire será no dia 18 de novembro, na sede da Obra do Cenáculo Missionário em São Paulo.

Dentre os missionários selecionados que irão assumir um trabalho pastoral na diocese de Pemba, está Fernanda de Cássia Leal, da diocese de Mogi das Cruzes (SP). Ao final do encontro conversamos com ela.

Para ela, o intercâmbio que essa Missão oferece é enriquecedor. “ A transformação que sofremos no encontro com o outro e a mão amiga do missionário que se estende a quem clama por amor, faz com que como irmão vivamos o Reino de Deus que começa aqui”.  A jovem completa “ser missionário não se trata de possuir uma espiritualidade mais elevada, nem tão pouco, de ser salvador ou herói, mas de saber colocar-se à disposição, oferecer a vida em oferta, para que sejamos alento e sinal da esperança que vem Cristo, na vida de quem passa por nós”, conta Fernanda da Comunidade Nossa Senhora Rosa Mística da Paróquia São Maximiliano Kolbe na Diocese de Mogi das Cruzes.

O padre Adriano Ferreira Rodrigues, da diocese de Jundiaí, interior de São Paulo, que irá em missão para a África, em Metoro, conversou também conosco. Ele falou da alegria de receber esta nova missão.

“Estou bastante feliz e ansioso, sabendo que há um povo tão necessitado da Palavra de Deus e da vida do Evangelho. Já tive uma experiência na Amazônia e fiquei por cinco anos naquela região e agora enfrento mais este novo desafio, que não é um peso, mas realmente um convite de Deus, para experimentar a graça Dele, de uma maneira nova. Bastante feliz e contando com a oração de toda a Igreja para que isso possa ser feito segundo a vontade do Senhor e a luz do Espírito Santo”.

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Foto: Kátia Costa / Pascom Frei Galvão

A última sexta-feira do mês dedicado às vocações foi marcada por uma visita mais que especial para a Diocese de Osasco. Dom Luiz Fernando Lisboa, hoje bispo da Diocese de Pemba, em Moçambique, na África, visitou a catedral Santo Antônio e celebrou a Santa Missa junto com Dom João Bosco.

Dom Luiz é natural do Rio de Janeiro mas mudou-se para São Paulo ainda na juventude . Na Catedral Santo Antônio foi ordenado diácono, padre e bispo. Após dois anos de sua ordenação episcopal e nomeação para Diocese de Pemba, onde já havia atuado como padre missionário por oito anos, ele comentou sobre a alegria de voltar à Osasco e de ter esta diocese como diocese irmã e parceira na missão.

“Como é bonito este encontro de Igrejas. Venho de uma diocese pobre com poucos recursos. São cerca de 82 mil km² de extensão, e temos 24 padres para atender as paróquias que chegam a ter de 50 a 140 comunidades. É uma alegria contar com o apoio de Dom João e da Diocese de Osasco que já tem nos ajudado muito, sobretudo com orações. A Igreja só é madura quando sai de si, quando reparte e experimenta a  ajuda mútua”. Por  meio da Comissão Missionária Diocesana e Comissão Missionária Regional, Dom João Bosco tem incentivado os fiéis a buscarem uma experiência de missão e parceria com  a Diocese de Pemba.

Toda última sexta-feira do mês na catedral  a missa é celebrada em intenção das famílias e, durante a homilia, Dom Luiz comentou sobre bonita relação de Santa Mônica e Santo Agostinho, seu filho, cuja festa é celebrada em 28 de agosto. “Vejamos a beleza da oração dentro da família. Santa Mônica foi perseverante, não deixou de ter fé, e seu filho que vivia em outros caminhos se tornou um dos grandes pensadores da Igreja. Deus valoriza a família e quer que nos amemos nas atitudes simples e profundas regadas de amor, carinho, respeito e perdão, fatores que devem ser o combustível dos relacionamentos”.

Dom Luiz comentou, ainda, sobre a realidade da família africana. “Na África, não existe primos, tios e tias. Meu primo é meu irmão e minha tia é minha mãe. É bonito perceber a proximidade entre os membros e o respeito com os idosos, que são sempre consultados para conselhos. É bonito ver também como as mães carregam as crianças pequenas – amarradas com um pano nas costas, com grande contato físico. Percebemos o quanto este contato faz diferença na vida das crianças que crescem mais calmas e tranquilas”

Em comemoração ao seu segundo ano de ordenação episcopal, a equipe de liturgia preparou um bolo de presente para o bispo. que foi entregue por uma família com uma criança de dois anos de idade.

Dom Luiz fica no Brasil até dia 08 de setembro. Ele veio para testemunhar o casamento de uma sobrinha e para a realização de uma pequena cirurgia. Aos interessados em colaborar com a Diocese de Pemba e conhecer o projeto missionário em parceria com a Diocese de Osasco, basta procurar membros da Comissão Missionária Diocesana (COMIDI).

Por:  Natália Pereira / Pascom Diocesana de Osasco