Bispo de Osasco

0 748

No dia dedicado a Imaculada Conceição, Dom João Bosco está completando mais um ano de vida.

dom-joao-bosco

Dom Bosco nasceu no dia 8 de dezembro de 1952 em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. O filho do casal Ondina e Cristiano Pereira de Sousa, passou quase toda a sua infância, juntamente com três irmãs Célia, Stela e Cristina. Eram quatro, as filhas, na verdade, pois, além das três, havia também uma irmã de criação, a Balbina, que permanece com a família até hoje.

Com 11 anos apenas, Dom Bosco já  preparava as malas para entrar no Seminário Franciscano de Santo Antônio, em Agudos, SP. Estava na 5ª série do primeiro grau.

Ali ficou até os 18 anos, quando, terminado o segundo grau, tornou-se noviço e passou um ano em Santa Catarina, na cidade de Rodeio. No dia 20 de janeiro de 1972 fez a sua primeira profissão religiosa, tornando-se frade franciscano.

Frequentou o curso de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Dirigiu uma produtora de audiovisuais (slides) catequéticos e didáticos, chamada Sono-Viso e também foi diretor de uma rede de Rádio e TV sediada em Pato Branco.

Atualmente Dom João é bispo da Diocese de Osasco e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB).

 

0 818

novas diretrizes osasco

Queridos irmãos sacerdotes, religiosos e religiosas,

Leigos e leigas de nossas comunidades

Há um ano estávamos embalados por uma comemoração estrondosa, que nunca me saiu da mente, agradou aos participantes, impressionou os visitantes, abriu para mim um caminho novo, comecei a entrar nos corações acolhedores da diocese. Só agradeço a Deus por esse presente. Agradeço a cada um de vocês, e especialmente a Dom Ercílio, pelo que encontrei e pelos passos dados até aqui. É inevitável fazer, diante de Deus, um balanço, pedir perdão pelas omissões e enganos, fazer propósitos. Alguns eu gostaria de partilhar, entre tantos.

Novas Diretrizes – os coordenadores das Regiões Pastorais se reuniram por vários meses estudando e propondo alterações nas Diretrizes, que no correr dos anos foram se distanciando da prática pastoral. Um novo texto para as Diretrizes da Ação Evangelizadora Diocesana está sendo, então, oferecido à Diocese, ainda passível de aperfeiçoamentos e sugestões, porém já aprovado para ser colocado em prática. Buscamos definir o papel das Regiões, esclarecer as funções dos coordenadores, do Secretariado, das equipes executivas, dos Setores, dos Conselhos e Assembleias. Tudo isso tem um nome só, e um só objetivo: a comunhão. Este é um dom que precisamos agradecer sempre a Deus e ser incansáveis em sua construção permanente e correções ocasionais.

Um ponto a observar nas novas Diretrizes é o formato do Secretariado de Pastoral. Dele fazem parte, agora, os coordenadores dos três Setores, as Pastorais e Ação Missionária, Movimentos e Associações, e a Pastoral Social. O objetivo desta mudança é aproximar os três setores para buscar uma Pastoral de Conjunto. Outra preocupação que tivemos em mente: incentivar mais a participação dos leigos nas decisões, sempre em sintonia e comunhão com o clero. Quantas vezes, nas reuniões do clero, surgiam os assuntos pastorais, tomando-se decisões que, depois, no Conselho Regional de Pastoral, só com o Coordenador e os leigos, não podiam mais ser objeto de decisão, a menos que voltassem à mesa dos padres. Quantas vezes faltou a ponderação e o ponto de vista dos leigos para que as decisões pastorais tivessem um horizonte mais amplo. Talvez seja necessário um exercício mais consciente, e vigilância de todos para que os presbíteros e leigos reflitam juntos as questões pastorais, que sejam assumidas em conjunto, enquanto as reuniões dos presbíteros possam tratar dos assuntos presbiterais na menos importantes, sempre em plena e madura comunhão. Esse é o objetivo. É um desafio ser uma grande diocese como a nossa, tão variada em sua realidade, vivendo verdadeira comunhão. Esta se constrói no bom andamento das regiões pastorais, na fraternidade presbiteral, na participação ativa dos leigos , na unidade com o bispo diocesano, vivendo do mesmo Espírito.

Um novo símbolo diocesano – Desde que cheguei, há um ano, 19727830619_1bf813f6d0_o (2)percebi o desejo de se renovar o símbolo diocesano, até aqui representado pela engrenagem operária sobre a mão dos trabalhadores. Havia o pedido de se fazer um novo desenho, um brasão, que conservasse esse símbolo e mostrasse toda a evolução que aconteceu na diocese. Novamente, não é uma questão de estética nem um detalhe, sem importância, de bom ou mau gosto. É uma identidade comum, uma história de que temos orgulho, um instrumento de comunhão. Houve até uma certa divergência sobre como deveria ser sua configuração. Por isso passamos este último ano usando o símbolo do ano jubilar. Agora o novo desenho surge da pena inspirada do nosso artista, Pe. Othoniel Berilo Duprat, depois de amplo debate e diversas sugestões. Devemos agradece-lo pelo trabalho e competência.

 

O brasão conserva os símbolos anteriores, a mão e a roda, agora fechando o círculo com a ponte metálica e a paisagem de rio e montanha, típicos da nossa natureza. O livro da Palavra de Deus se destaca na parte superior do escudo, que mostra também os treze municípios e as seis regiões pastorais sob a proteção da Virgem Santíssima e de nosso padroeiro Santo Antonio. A mitra, o báculo e a cruz missionária completam o desenho. Podemos ler e guardar uma descrição pormenorizada que vai em anexo. Espero que seja espelho de nossa abençoada história e de nossos sonhos para o futuro.

O 8º Plano Diocesano – O estudo das novas Diretrizes Gerais da CNBB (DGAE 2015-2019) que realizamos no último mês de maio, com Pe. Rafael Fornasier, aprofundado nas Regiões Pastorais, deverá nos ajudar na formulação do novo Plano Diocesano de Ação Evangelizadora. Mesmo conservando as cinco urgências, as diretrizes refletem toda a nova visão pastoral inaugurada pela Exortação Evangelii Gaudium, definida como “programa de pontificado do papa Francisco” (cf EG, 25). Vamos rever prioridades e planejar, em Assembleia Diocesana, nossas ações para os próximos quatro anos. Um texto considerado “Instrumento de Trabalho” está sendo preparado com a finalidade de ajudar na reflexão. Ele deverá olhar para o passado, nossa caminhada até aqui, e elencar pistas e passos que deveremos dar. Quanto mais intensa for a nossa participação nesta preparação, mais nos sentiremos identificados e comprometidos com a futura realização das propostas. Estejamos certos, no entanto, que o que mais importa não são as nossas estratégias, mas a abertura ao Espírito Santo. Neste sentido, não podem faltar nas nossas intenções e orações durante todo esse processo de planejamento.

Ainda no contexto do planejamento da Ação Evangelizadora quero antecipar dois pontos. Um é o Jubileu Extraordinário proposto pelo Papa Francisco para ser um Ano da Misericórdia. Alguns irmãos presbíteros já estão elaborando uma proposta, um calendário e linhas de ação para que este ano seja muito abençoado. Isso não dispensa que, desde já, tenhamos em mãos a bula “Misericordiae Vultus”, e acompanhemos as propostas que irão surgindo nos próximos meses, para fazermos este percurso com muito fruto.

O outro ponto, para mim especialmente querido, é o pedido do bispo de Pemba, dom Luiz Fernando, de uma parceria missionária de nossa Diocese com a Igreja de Moçambique. Temos muito claro que, numa ação como essa, o nosso lucro será maior que a ajuda que possamos dar. O projeto já começou com a viagem da missionária Carla Dias, que está em África até o final deste ano, ajudando na Administração da Diocese de Pemba. Já temos um projeto em mãos, com um orçamento dos custos, para assumir uma paróquia. O Comidi agora trabalha no sentido de envolver os diocesanos de Osasco na oração, no sustento, no envio e acompanhamento dos missionários que o Senhor nos indicar.

Nova missão para diversos párocos – As necessidades da nossa missão pastoral nos levaram, neste ano, a pedir a diversos de nossos irmãos presbíteros, a generosidade de deixar o campo já plantado e regado por seu suor e trabalho, para aceitar uma nova missão em outra paróquia. As transferências sempre causam algum desconforto e até, quem sabe, sofrimento para nós pastores, como também para o povo de Deus, onde formamos boas e ricas amizades. Claro que também trazem benefício pessoal, de renovação espiritual e pastoral, tanto para os padres quanto para as comunidades. E é esse o objetivo das transferências. Quero hoje agradecer a Deus pelos exemplos de prontidão, de humildade e generosidade que vi entre os transferidos. Também agradeço as comunidades, os fiéis leigos que acolheram e ajudaram nesses momentos. Vi nisso um testemunho de maturidade eclesial e de disponibilidade que me deixaram entusiasmado. É certo que teremos sempre que polir alguma aresta e ajustar algum ponto não esperado. Mas, no contexto geral da diocese, toda essa nova configuração trará bons frutos.

Haveria outros bons motivos para citarmos neste agradecimento. Poderíamos lembrar o início do novo Instituto de Filosofia, cujo primeiro ano já está em andamento e a nova prática do “ano pastoral” para os candidatos ao presbiterado. Os diáconos Marcelo e Luiz Rogério, que serão ordenados presbíteros dia 12 de setembro, inauguraram este novo estágio de formação. Marcelo se dedicou especialmente ao Serviço de Animação Vocacional e Luiz Rogério à Pastoral Familiar, num ano especialmente importante para a família. Podemos lembrar a movimentação dos religiosos e religiosas, motivados pelo Ano da Vida Consagrada, as duas novas áreas pastorais, uma aberta com a vinda dos Missionários do Espírito Santo, e outra desmembrada agora da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, e muitas outras páginas da nossa vida diocesana.

Por tudo isso, dizemos de coração, “Louvado Sejas, Meu Senhor!”

Dom João Bosco, ofm

Bispo de Osasco