África

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O mês de julho, na Diocese de Osasco, foi marcado por duas belas experiências missionárias. Uma, na Paróquia de São Francisco de Paula, em Alumínio, e outra nas cinco paróquias de Itapevi. Estive presente nas duas e pude constatar a alegria geral estampada nos rostos cansados, pés doloridos, histórias e testemunhos fantásticos. “Deus mostrou sua misericórdia, nós experimentamos o seu amor” – disse-me um senhor bem idoso, que me lembrou o velho Simeão. Ele parecia ter esperado por tanto tempo, que seus olhos pareciam dizer “posso agora ir em paz, meus olhos viram vossa salvação”.

Na contramão de tanta alegria missionária, tivemos que desfazer os planos de ir à Missão na África neste semestre: apesar do esforço e da motivação da equipe missionária, parte da diocese não abraçou a Missão, a Campanha Missionária em favor de Pemba, de longe, não foi suficiente. Não vamos. Não temos ainda esse coração generoso capaz de repartir com uma diocese Irmã os nossos recursos. Por que razão não houve esse esforço em corresponder ao chamado missionário? Por que não conseguimos formar uma equipe disposta a partir?

O Congresso de Aparecida (2007) reuniu bispos da América Latina e Caribe para discutir a situação da Igreja Católica. Foto: CDM/Santuário Nacional

Aparecida, Dez anos depois – Devemos nos perguntar por que mais da metade das nossas paróquias nem respondeu à Campanha, ou respondeu de forma irrisória. Diante do chamado missionário da Igreja, tão claro, desde a Conferência de Aparecida, levado ao mundo pelo Papa Francisco através da Evangelii Gaudium, por que ainda estamos inseguros para dar um passo missionário mais ousado? De onde brota o apelo de sermos Igreja em saída missionária, que ainda não somos? Vamos recordar o caminho feito: a Conferência de Aparecida aconteceu há 10 anos. Foi uma revisão completa da vida cristã na América Latina, desde as afirmações ousadas de Medellín, e a opção pelos excluídos, passando por Puebla, com uma definição mais clara do papel da Igreja perante uma sociedade injusta e desigual, chegando a Santo Domingo, a conferência que reforçou as pastorais e atuação do Laicato, até chegar em Aparecida, com a consciência de que a Igreja deveria abandonar as estruturas que não evangelizam e se tornar completamente missionária. A Missão Continental foi o grande apelo da Conferência de Aparecida. O que aconteceu nestes dez anos, de 2007 a 2017? A Nossa Igreja latino-americana continuou o caminho aberto pelas conferências anteriores? Ou rompeu com esse passado, iniciando uma nova caminhada, mais interna, mais comedida, menos corajosa? Seria a mesma Igreja daqueles anos da fé e política, dos direitos humanos, do compromisso com os pobres? Ou uma nova Igreja menos ligada nas questões sociais e mais preocupada com sua imagem, com a autodefesa e preservação da doutrina?

Na foto Papa Francisco, em sua viagem à África em 2015, visita a República Centroafricana, levando sua mensagem de paz de esperança em meio ao conflito entre muçulmanos e cristãos.

De Bento a Francisco – No interior desses 10 anos está o pontificado do Papa Bento XVI e o do Papa Francisco. O Papa, mesmo com toda a sua reconhecida autoridade, não determina os caminhos da Igreja, antes ele recolhe o sentir de toda a Igreja, dá respostas aos anseios, impulsiona, a seu modo os caminhos que respondem às necessidades do tempo presente. Com Bento XVI a Igreja, conduzida pelo Espírito Santo, sem dúvida, teve de defender-se e purificar-se passando por situações muito difíceis, que exigiam que ela voltasse para dentro de si mesma. Com Francisco, a Igreja da América Latina, aquela que abraçou a Missão Continental, foi levada ao mundo inteiro. Sem negar a importância do pontificado de Bento XVI, Francisco abriu as portas para a Igreja missionária, em saída, Igreja pobre para os pobres, corajosa,  pouco preocupada com sua própria defesa, mas muito misericordiosa, ocupada em anunciar Jesus Cristo ao mundo, que carece de luz e alegria. Missão é a palavra de ordem de Francisco. Com Francisco, podemos ver melhor que o caminho missionário aberto por Aparecida continua aberto e cresce como obrigação de todos nós.

Voltando à nossa missão na África – Por que ainda não temos, como diocese, um coração missionário? Devemos fazer ainda essa avaliação. Talvez devamos reconhecer que ainda somos mais de Bento do que de Francisco.  Comuniquei a Dom Luiz Fernando que os valores arrecadados na Campanha Missionária serão todos colocados à disposição da Diocese de Pemba. Ele se mostrou compreensivo e disposto a nos encontrar em sua viagem ao Brasil no próximo mês. Esperanças não faltam. Depois da experiência alegre de Alumínio e Itapevi, dois seminaristas se apresentaram para fazer o curso do Centro Cultural Missionário, com intenção de abraçar a vida Missionária assim que houver oportunidade. É uma fresta de luz e de alegria, que ilumina a próxima geração dos presbíteros. Rezemos para que sua fé não desfaleça e que confirmem outros irmãos. A esperança não morre. Continuemos em nossa Campanha que não será de ajudar a diocese de Pemba, mas de receber de lá as lições necessárias que nos ajudem a sermos mais Igreja de hoje.

Dom João Bosco, ofm 

Bispo Diocesano de Osasco

 

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Temos a alegria de estar em plena campanha para entrarmos em um projeto missionário de ajuda a igreja na África, na Diocese de Pemba em Moçambique, onde está Dom Luiz Fernando Lisboa. Mais que um bispo brasileiro, Dom Luiz é da nossa diocese e foi ordenado bispo em nossa Catedral de Osasco, e nós nos comprometemos com ele em formar uma equipe missionária que assuma uma paróquia naquela terra tão carente de padres, tão carente de evangelização.

Ao mesmo tempo, nós temos a oportunidade através deste projeto de recebermos da parte de Deus a graça de nos tornarmos missionários como a Igreja nos pede. É uma troca, nós oferecemos a nossa ajuda e nossos irmãos recebendo a ajuda, possibilitam tornar-nos mais missionários. E isso nós queremos abraçar de coração, por isso nós estamos pedindo que cada um de nossos diocesanos seja também um missionário.

Podemos ser missionários de três maneiras: andando com os nossos pés até a missão, rezando pela missão ou ajudando com os nossos recursos os missionários que vão em nosso nome. Eu quero convidar a você a não deixar passar a oportunidade de ser um missionário rezando pelas missões, ajudando no trabalho de evangelização conforme pede a campanha que está em andamento por todas as paróquias.

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Dom Luiz Fernando Lisboa – bispo da Diocese de Pemba

Se todos ajudarem com um pouquinho que seja, nossa diocese poderá assumir este trabalho, que se estenderá por vários anos. Então não deixe de ajudar, não deixe de se informar em sua paróquia sobre o andamento da missão, e se o Senhor lhe conceder essa graça, de sentir no coração este chamado para de servir além-fronteiras, procure os responsáveis. Precisamos de missionários nas três dimensões: aqueles que vão em nosso nome, aqueles que rezam e aqueles que colaboram com a ajuda material para que a missão aconteça.

E tudo isso nós esperamos receber da parte de Deus a graça de sermos abençoados como missionários. Que Deus abençoe você e sua família e que nos dê um coração muito generoso para ajudar na missão porque a ‘a África nos chama’.

Dom João Bosco Barbosa de Sousa, ofm – Bispo Diocesano

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Carla Dias foi a primeira missionária enviada para a Missão Pemba, projeto assumido pela Diocese de Osasco e que levará seis missionários para a África, por um período de dois anos. A missa de lançamento do projeto “Pemba: A África nos espera” aconteceu no dia 01 de outubro na Catedral Santo Antônio.

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Na entrevista concedida ao BIO – Boletim Informativo de Osasco, Carla fala das expectativas e realidade do trabalho de evangelização na África.

BIO: Como foi a sua caminhada cristã? Em quais paróquias, pastorais ou movimentos atuou?

Carla: Participo desde criança da “Matriz” Santo Antônio, hoje Catedral. Na época a Catedral era evangelizada pelos padres passionistas e desde então me identifiquei muito com essa espiritualidade, porque me ajudou a descobrir a Paixão de Cristo como a maior obra do Amor de Deus pela humanidade. Lá, recebi a primeira Eucaristia no ano de 1981 e fui crismada por Dom Francisco em 1987. Iniciei a atividade pastoral como catequista e depois descobri minha paixão pela Liturgia. Durante doze anos (1998-2010) exerci a missão de coordenar a Pastoral Litúrgica da Catedral. No ano de 2013 assumi a Pastoral do Batismo e deixei a coordenação em 2015 para seguir em missão para Pemba. Antes de retornar à Pemba nesse ano de 2016 organizei a Equipe de Acolhida para as Peregrinações à Porta Santa na Catedral.

 

BIO: Quando despertou em você o desejo de assumir a vocação missionária?

Carla: Conheço Dom Luiz Fernando desde minha adolescência. Quando da sua nomeação como Bispo de Pemba, ele me convidou para coordenar a Liturgia da sua Sagração Episcopal e então, durante os trabalhos de preparação daquela celebração e de modo particular durante a missa, senti um chamado muito forte para “sair em missão” colocando os meus dons a serviço de Deus e da Igreja na Diocese de Pemba. Fui discernindo os sinais que Deus foi me dando sobre se realmente esta era a Sua vontade. Também partilhei com meu diretor espiritual, Pe.Augusto Canali, que atualmente vive em Roma como Consultor Geral da Congregação Passionista, e com Monsenhor Claudemir, a quem sou imensamente grata por tudo que aprendi com ele durante os  17 anos de trabalho pastoral na Catedral.

 

BIO: O que seria uma missão ‘ad gentes’ e por que optou por ela?

Carla: Missão “Ad Gentes”é uma Missão “Para as Nações”, conforme o próprio Jesus assim convocou: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!”(Mc 16,15). O Decreto Conciliar Ad Gentes promulgado pelo Papa Paulo VI em 07 de dezembro de 1965 apresenta um conteúdo profundo e é um dos documentos mais relevantes que resultaram do Concílio Vaticano II. Eu podia ter continuado a fazer isso na minha casa, no meu trabalho profissional e também na minha paróquia e nossa diocese. Mas, sentia também que podia ousar um pouco mais e, rezando sobre a Campanha da Fraternidade de 2015 a qual refletiu sobre o incentivo do Papa Francisco a uma “Igreja em saída” decidi assumir o desafio de cooperar na evangelização do povo de Moçambique com espírito de serviço e paixão missionária.

 

 

BIO: De quem partiu o convite para a Missão Pemba?

Carla: Durante os preparativos para a Sagração Episcopal de Dom Luiz, ele me falou das necessidades da Diocese de Pemba na questão da Economia e Administração e, como sabe da minha formação e experiência profissional nesta área, fez um convite para que eu pensasse em ajudá-lo de alguma forma a enfrentar os desafios que iria assumir como bispo. Depois, quando Dom João chegou em nossa diocese, partilhei com ele sobre o chamado de Deus que vinha sentindo e sobre o convite de Dom Luiz. Encontrei em nosso bispo uma receptividade enorme, além da disposição de iniciar um Projeto Missionário de cooperação entre as duas dioceses (Osasco e Pemba). A minha ida para Pemba como missionária foi o primeiro passo concreto desse projeto. Acredito muito que Dom Luiz e Dom João foram instrumentos de Deus para me chamar para esta missão.

 

BIO: Em algum momento sentiu medo de assumir a missão?

Carla: Sim. Em muitos momentos, desde o início do chamado até a hora de subir no avião. Existia uma incerteza, um medo do desconhecido, de não me adaptar, de fracassar, enfim, o tal “frio na barriga”. Mas, por outro lado, essa incerteza também me encorajava, porque acho que se eu não tivesse nenhuma dúvida é porque eu teria uma “ilusão” e não uma “vocação missionária”. Como diz o Papa Francisco: “Quando nosso Senhor quer nos dar uma missão, quando quer nos dar um trabalho, nos prepara…E esta é a diferença entre a missão apostólica que o Senhor nos dá e uma tarefa humana, honesta, boa… Quando o Senhor dá uma missão, Ele sempre nos faz entrar num processo, num processo de purificação, num processo de discernimento, de obediência, de oração”.

 

BIO: Quanto tempo você esteve na África? E qual trabalho desenvolveu na diocese?

Carla: Ao todo foram nove meses de missão. Durante o segundo semestre de 2015 assumi o Economato da Diocese de Pemba e capacitei as pessoas que administram os recursos da Diocese (Padre Ecônomo e o Conselho de Assuntos Econômicos), através da implantação de processos que auxiliam na gestão das receitas e despesas. Em julho deste ano de 2016 voltei a Pemba para realizar uma assessoria no Colégio Diocesano Dom Bosco, onde pude ajudar com algumas técnicas, controles e processos de gestão bem simples. Apresentei um relatório a Dom Luiz sobre aquilo que pode ser melhorado para aprimorar os resultados da Instituição. Antes de regressar a Osasco implantamos algumas ações e a Equipe Administrativa do Colégio irá dar continuidade a esse novo modelo de gestão.

 

BIO: Quais foram os maiores desafios enfrentados em Pemba?

Carla: Além da adaptação à cultura e ao clima, a grande diferença em termos de realidade.  Embora Pemba seja a capital da Província (Estado) de Cabo Delgado, não pode ser comparada ao conceito de cidade que temos no Brasil. Ruas asfaltadas são pouquíssimas e a pobreza extrema da maioria da população está exposta em quase todos os locais por onde passamos diariamente. Há algumas dificuldades em relação ao abastecimento de água e energia elétrica, a internet às vezes fica indisponível, as opções de comércio e lazer são limitadas. A cultura é algo particular, que tem suas belezas, mas também coisas difíceis de serem aceitas. Devido a história do povo moçambicano, há uma certa rejeição por parte de algumas pessoas. Muitos ainda associam a presença de um estrangeiro com o domínio colonial de épocas passadas.

 

BIO: E o que nos conta de experiência positiva?

Carla: Tenho certeza de que Pemba está fazendo muito mais por mim do que eu posso fazer por eles. A lição mais importante que aprendi até agora foi a de viver e ser feliz com o essencial. Dar valor a um banho tomado, sabendo que o desperdício da água de hoje pode significar a falta de banho amanhã. A alegria das pessoas é contagiante, mesmo vivendo em condições precárias. Uma forte experiência de Deus na oração e no silêncio. Estar em missão na África é reinventar-se, é abrir-se ao dom do Espírito Santo que é o Entendimento de que há coisas que não podemos mudar, há outras que precisamos ter a coragem para mudá-las e de que precisamos da Sabedoria para discernir entre as duas.

 

BIO: Quais os avanços que a Diocese de Pemba já atingiu desde o início do projeto?

Carla: Quando cheguei em Pemba em junho de 2015 a situação do Economato da Diocese era bem difícil em vários aspectos, principalmente pela falta de informação para o Bispo sobre os registros das receitas e despesas, ausência de documentação e relacionamento com funcionários. Hoje o Economato está praticamente organizado e Dom Luiz tem acesso mensalmente a um relatório com todas as informações relativas às atividades econômicas da diocese. No Colégio Diocesano também foi implantado o sistema de controle das receitas e despesas para avaliação do resultado e, também, avaliação de desempenho dos funcionários administrativos e professores. O Diretor Administrativo recebeu um treinamento específico na área de Gestão Escolar e está aos poucos iniciando um processo de reestruturação do colégio.


BIO: Por que você motivaria outras pessoas a fazerem esta experiência missionária?

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Carla: Anunciar com a própria vida que “Deus é Amor e quem ama permanece em Deus”, na minha opinião, é a principal missão de todo batizado, onde quer que ele esteja. Mas, pode-se “avançar para águas mais profundas” onde a necessidade é maior, caso da África e da Diocese de Pemba. Mais do que fazer coisas, é necessário serpresença junto daquele povo, não excluir ninguém, dar testemunho de que nossas diferenças nos enriquecem e que somos todos irmãos em Cristo. Há muitas pessoas que ainda não ouviram a mensagem do Evangelho e nós que tivemos a alegria de receber esse anúncio da fé podemos e devemos colaborar para que Jesus se torne cada vez mais conhecido e amado. Nossa Diocese de Osasco é uma Igreja Particular viva, atuante e tão rica na diversidade de dons. Por que não partilhar isso com os nossos irmãos da Diocese de Pemba e abrir o coração para aprender também com eles?

 

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No dia de Santa Terezinha do Menino Jesus, padroeira das missões, na manhã do último sábado, 01, a Catedral Santo Antonio ficou agitada, além do Jubileu dos Idosos e a abertura do Mês missionário, a missa das 9h00 também lançou o projeto missionário “Pemba: A África nos espera”, que enviará no ano que vem seis missionários para a Diocese de Pemba, em Moçambique.

Além disso, a missa também abriu a Semana Nacional da Vida, resposta ao apelo do Papa João Paulo II para conscientização das famílias e da sociedade pelo respeito e reconhecimento do valor da vida, em todos os seus aspectos, de modo especial, na gravidade do aborto e da eutanásia.

Foto: Pascom Diocesana
Foto: Pascom Diocesana

A missa foi celebrada por D. João Bosco, e estiveram presentes Monsenhor Claudemir, vigário geral da diocese, Pe. Mauro, coordenador do COMIDI – Conselho Missionário Diocesano e Pe. Alexandre Douglas, coordenador da Pastoral da Saúde e diversos padres diocesanos e seminaristas. Dom João Bosco lembrou também das eleições, que aconteceram neste domingo, 02, na importância da escolha de candidatos que trarão melhor qualidade de vida para a população.

Durante a homilia, o bispo convidou defesa da vida, nem sempre respeitada pela sociedade, desde o nascimento até a idade da velhice, representada pelo início da Semana da Vida e pelo Jubileu dos Idosos.

O tema do mês missionário neste ano é “Cuidar da Casa Comum é nossa missão”, alertando que não se trata apenas de uma tarefa política, mas com a percepção de que o planeta é vivo e depende do cuidado da “casa comum” e é responsabilidade cristã não destruir e matar.

Junto ao mês missionário houve o lançamento da Campanha Missionaria Diocesana, que tem por objetivo motivar a participação do projeto missionário que levará seis missionários a Diocese de Pemba, no ano que vem, sendo dois padres, dois religiosos e dois leigos, atendendo ao pedido do seu bispo, D. Luiz Fernando Lisboa “Projeto missionário grande, ousado, quem sabe desafiador, difícil, mas muito significativo, que é fazermos irmãos daqueles irmãos africanos, no país de Moçambique, mas especificamente na diocese de Pemba, que tem como bispo um irmão nosso, que foi ordenado aqui como padre, como bispo, D. Luiz Fernando, passionista, que nos pede essa ajuda missionária. E nós nos preparamos então pra isso, sonhamos, primeiro um projeto bonito, que as poucos vai tomando corpo e vai se fazendo presença no nosso meio diocesano, e é um projeto que nós todos devemos abraçar”, salientou D. João Bosco.

O bispo ainda lembrou das dificuldades que hoje, a Diocese de Osasco, ainda enfrenta, mas que mesmo assim se propõe a ajudar aos irmãos mais pobres que precisam mais “existe uma razão, que é maior do que as nossas necessidades, nossos irmãos de lá necessitam mais ainda, nós temos informação através de D. Luiz Fernando, são distancias imensas e populações inteiras que não conseguem ver um sacerdote durante o período longo de um ano, dois anos, porque os sacerdotes são poucos, porque as comunidades não tem pessoas formadas pra fazer esse trabalho de agentes missionários, precisamos sim repartir da nossa pobreza, com aqueles que são mais pobres que nós, e se agente não tivesse outra razão pra ir lá, nós devíamos reconhecer que um dia nós fomos missionados, um dia nós recebemos de Deus esta graça”, disse.

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Foto: Pascom Diocesana

“Agente que recebe não tem outra coisa senão oferecer” disse o bispo sobre o trabalho missionário, “Nosso Deus que nos dá tanto espera de nós essa resposta”, convida.

No final da missa Pe. Mauro explicou como funcionará a ajuda missionária para custear as despesas iniciais da missão, serão distribuídas entre as paróquias entre os meses de janeiro, fevereiro e março cinquenta mil envelopes pedindo o valor de R$ 10,00 de doação para o projeto. E lembrou a importância da oração “eu tenho certeza que já posso pedir, que vocês vão com alegria atender, que é rezar, de hoje até o final do mês, eu peço por caridade, todos os dias rezem pela Diocese de Pemba e pela nossa ação missionaria nesta diocese, essa é a primeira proposta que eu lhes faço, bem concreta”, disse.

“Cada pessoa que reza e colabora com a missão tem a prerrogativa de missionário”, finalizou Pe. Mauro.

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Foto: Natália Pereira
Foto: Natália Pereira

Paroquiana da Catedral Santo Antônio, Carla Dias, recebeu de Dom João Bosco na última sexta-feira, 26 de junho,  o envio para uma experiência de missão na Diocese de Pemba, em Moçambique, na África durante seis meses.

Durante a tradicional Missa da Família, Dom João falou sobre o ardor missionário pedido por Papa Francisco. Ele lembrou que a Diocese de Osasco tem família do outro lado do oceano. Dom Luiz Fernando Lisboa, atual bispo de Pemba, foi ordenado em 2013, em Osasco, e em breve receberá a missionária Carla para colaborar na organização da estrutura administrativa da diocese.

Com a frase “Em tudo dai graças”, Carla falou aos fiéis, agradeceu sacerdotes, irmãs religiosas, sua família e todos que a apoiaram nessa missão.

O Projeto Missionário Pembra/África  prevê uma Pré Missão no período de Julho/2015 a Dezembro/2015. Nesse período será observada a realidade local nos seus aspectos pastorais e administrativos. A previsão inicial de duração do projeto é de dez anos, com formação de equipes missionárias a cada dois ou três anos.

 

Por Natália Pereira – Pascom Diocesana