A Diocese

OSASCO – SEDE DA DIOCESE

Em 1887 o imigrante italiano Antonio Agú, comprou uma gleba de terras próxima à várzea do Rio Tietê e passou a explora-las e a fornecer areias, telhas e tijolos para uma das mais importantes ferrovias do Estado, o Sorocabana.

O IMIGRANTE Antônio Giuseppe Agú nasceu em Osasco, Itália, no dia 25.10.1845. Filho de Antônio Giuseppe de Pietro Agú e Domenica

Um dos objetivos de Antonio Agú era atrair o capital de São Paulo para Osasco. Por isso, procurou das à vila condições de ser habitada e os imigrantes recém-chegados foram se instalando na região. Ainda hoje é bem nítida a diferença entre esta região mais planejada, o atual bairro Presidente Altino, e o resto da cidade.

Assim foi nascendo Osasco: algumas casas ao longo dos trilhos, pequenas indústrias lutando por se instalar, plantações, um mercado de porcos.

Tudo leva a crer que o seu fundador já imaginava implantar naquele lugar um núcleo de grande desenvolvimento, provavelmente industrial. Tanto que deixou áreas reservadas para mercado, escola e cemitério.

Em janeiro de 1910, filho de um dos primeiros industriais da cidade, conseguiu realizar um vôo de 103 metros a uma altura que variou entre 2 e 4 metros do chão! Fato que virou manchete nos jornais da época…

Em razão disto, Osasco é considerada o berço da aviação na América do Sul.

Santo Antônio foi escolhido como o padroeiro de Osasco pelo então Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva. Provisoriamente a igreja funcionou em uma residência. Posteriormente, o Padroeiro ganhou uma igreja que se localiza onde hoje se encontra a Catedral de Santo Antonio.

Começou, então, a se formar uma comunidade que, historicamente, sempre lutaria para definir seu próprio destino.

O desenvolvimento industrial trouxe um aumento vertiginoso à população deixando uma herança que até hoje se faz sentir. Multiplicaram-se os loteamentos irregulares e a população cresceu desordenadamente. Faltavam luz, água, esgoto, transporte. Os impostos arrecadados em Osasco não se revertiam em benefício para a sua população. A prefeitura da capital, preocupada com a área central relegava a segundo plano os bairros da periferia. Em 1939, Osasco abrigava 12 mil habitantes; na década de 40 a metalurgia pesada começou a se instalar caracterizando a área como núcleo operário que já a partir de 1950 contava com 43 mil habitantes.

Em 1948 um grupo de moradores começou a luta pela emancipação de Osasco. A árdua campanha foi derrotada no primeiro plebiscito realizado em 1953.

Seguiram-se anos de luta.

Apenas em 19 de fevereiro de 1962, após um árduo trabalho liderado por Monsenhor Camilo, padre passionista, oficializou-se a posse do primeiro prefeito e da primeira câmara de vereadores.

A Diocese de Osasco, como um todo, apresenta características comuns em uma grande parte de seus municípios que surgiram como “cidades dormitório” para uma enorme massa anônima de migrantes, na sua maioria, que serve a capital paulista. No entanto, é marcada também por uma grande variedade cultural, racial e social.

 

REGIÃO EPISCOPAL OSASCO

Nos anos (19)70 a atual diocese de Osasco pertencia à Arquidiocese de São Paulo, subdividida em Regiões Episcopais cada qual com seu vigário episcopal.

Já nesta época, 1975, Dom Francisco Manoel Vieira foi designado para a região de Osasco, que foi subdividida em quatro setores para facilitar a organização pastoral. São eles: Santo Antônio, Bonfim, Barueri e São Roque. Iniciou-se, então, a formação dos ministérios. As paróquias não possuem modelos comuns de organização interna.

A vitalidade da Igreja permitiu que já nos anos 80 se realizasse a primeira Visita Pastoral com o objetivo de instituir uma maior e melhor organização paroquial e setorial com a constituição dos Conselhos de Pastoral Comunitários e Paróquias. Durante esta primeira Visita Pastoral, que durou 4 anos, as Assembleias Comunitárias continham em si uma forte experiência de comunhão e participação.

O Conselho Diocesano de Pastoral era formado a partir dos Conselhos Setoriais, expressão de um organismo vivo de comunhão e partilha.

No final dessa primeira Visita Pastoral, a região episcopal de Osasco foi subdividida em 6 setores pastorais: Santo Antônio, Bonfim, Carapicuíba, Barueri, Cotia e São Roque. A Diocese contava com 86 padres, 43 paróquias e 224 centros comunitários. Nesse período o planejamento pastoral era arquidiocesano.

 

CRIAÇÃO E INSTALAÇÃO DA DIOCESE DE OSASCO

A Diocese de Osasco foi criada em 15 de março de 1989 e instalada em 1o. de maio de 1989. Em agosto do mesmo ano deu-se início a elaboração do Primeiro Plano de Pastoral, com o levantamento da realidade eclesial e social urbana e rural dos então nove municípios da Diocese.

Devido as circunstâncias sociais e religiosas da população, o objetivo desse primeiro levantamento era poder entrar em contato e conhecer as dificuldades reais para a evangelização quanto à moradia, trabalho e salário, família, saúde, educação, transportes, meis de comunicação social, migração, economia, política e cultura.

A primeira Assembleia Diocesana para encaminhamento do Primeiro Plano de Pastoral realizou-se em 9 de dezembro de 1989. Num processo de assembléias comunitárias e paroquiais, ocorridas em julho de 1990 e assembléias setoriais, ocorridas em agosto de 1990, foram escolhidas as prioridades da Diocese: formação, fé e política e CEBs e confirmadas em Assembléia Diocesana, ocorrida em 20 de outubro de 1990, que contou com a presença de 170 representantes setoriais, pastorais e de movimentos.

Na Festa de Cristo Rei, do dia 25 de novembro de 1990, foi promulgado o Primeiro Plano de Pastoral. No mesmo dia os membros dos Conselhos de Pastoral e os Ministros receberam, solenemente, o mandato para atuarem em suas próprias comunidades e paróquias.

Para a elaboração do Segundo Plano de Pastoral (1994 – 1997) , foram utilizados os mesmos critérios de ação e participação do plano anterior:

– Assembleia Diocesana em 13 de fevereiro de 1993
– Planejamento nas comunidades de março a agosto de 1993
– Assembleias Setoriais de agosto a outubro de 1993
– Assembleia Diocesana em 30 de outubro de 1993, que reuniu 250 pessoas, representantes dos seis setores da Diocese de Osasco, com o seguinte objetivo:
– avaliar os resultados das prioridades anteriores, através de relatórios que foram elaborados para esse fim;
– apresentação, por setor, de três novas prioridades, bem como suas justificativas e objetivos
– definição das novas prioridades da Diocese, baseando-se nas prioridades apresentadas pelos setores. Nessa Assembléia Diocesana, definiu-se que as prioridades da Diocese para os três seguintes anos seriam: saúde, moradia e família.

O quinqüênio 1995-1996 iniciou-se com as Visitas Pastorais de Dom Francisco.

A Assembleia Diocesana realizada em 22 de junho de 1996 optou por não escolher três prioridades como até então vinha sendo feito mas, ao invés disso, adotar o Jubileu do Ano 2000 como prioridade única do Terceiro Plano de Pastoral. A mesma assembléia aprovou também a formação da Comissão Central e a criação de cinco Comissões Específicas: serviço, anúncio, diálogo, testemunho e comissão celebrativa.

A celebração da Festa de Cristo Rei do dia 24 de novembro de 1996, marcou a abertura oficial na Diocese do triênio de preparação ao grande jubileu, bem como do Terceiro Plano de Pastoral.

Durante a vigência do Terceiro Plano de Pastoral ocorreu:

– 1997-Revisão dos Conselhos Regionais de Pastoral
– 1998-Formação do Conselho Diocesano de Pastoral, durante assembléia ocorrida no dia 7 de novembro de 1998
– 1999-Efetivação do CDP e criação dos Setores das Pastorais e dos Serviços Missionários no Ministério da Coordenação Pastoral, durante assembléia ocorrida no dia 13 de março de 1999
– Encontro com os Conselhos Paroquiais, ocorrido no dia 11 de setembro de 1999