Santo Antônio, ardoroso filho da Virgem Santíssima

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Santo antonio 3A festa do nosso querido padroeiro Santo Antônio, neste ano em que o Brasil celebra o Ano Nacional dedicado a Nossa Senhora, desperta a nossa curiosidade para conhecermos um pouco mais a respeito de sua vida e de sua espiritualidade: Santo Antônio era grande devoto de Maria, sabia ensinar e pregar ao povo sobre Maria, e deixou por escrito muitos de seus sermões, em que descreve a santidade de Maria e sua importância para a vida cristã.

Muita gente que frequenta a nossa Catedral de Santo Antônio, ou encontra sua imagem em muitas outras igrejas, nem imagina que aquele simples franciscano, de hábito marrom, conhecido como casamenteiro e especialista em achar coisas perdidas, na verdade era um sábio teólogo, conhecedor profundo da Sagrada Escritura, um grande mestre e catequista popular. Por essa razão ele foi declarado “Doutor da Igreja” e, de fato, nos traz, até hoje, grandes lições de fé.

Os sermões de Santo Antônio

Por ser um pregador que atraía multidões, os frades pediram a Santo Antônio que escrevesse os seus sermões dominicais e assim foi feito. Muitos desses escritos falam de Maria de uma maneira muito terna e profunda. Em seus escritos sobressaem alguns temas como: a maternidade divina, a pobreza e humildade de Maria, sua santidade excelsa (a “cheia de graça”), sua Assunção ao Céu, sua “mediação” das graças divinas. Esses temas eram muito queridos a Santo Antônio, primeiro por ser ele um grande conhecedor das Sagradas Escrituras. Em segundo lugar, por ser um franciscano. Ele herdou de seu fundador, São Francisco de Assis, uma espiritualidade muito voltada para a humanidade de Cristo. Na Idade Média, o ensinamento da Igreja era voltado para a “majestade” de Deus, seu poder infinito, sua realeza divina. São Francisco, ao contrário, tinha predileção pela humanidade de Cristo, seu nascimento na gruta de Belém, sua Paixão e Ressurreição. São Francisco ficava extasiado diante da pobreza de Jesus, que era todo poderoso e quis ser pobre como nós. E também exaltava a pobreza de Maria, que acolheu em seu ventre o Filho do Altíssimo. Santo Antônio tinha a mesma visão do Cristo humano, pobre, humilhado e sofredor. E achava impossível alguém amar a Cristo sem sentir no coração o mesmo amor que o Filho de Deus devotava à sua Santíssima Mãe.

A trezena de Santo Antônio

Santo Antônio foi tão conhecido e amado, que não tinha passado nem um ano de sua morte e já foi reconhecido como Santo, por causa de seus inúmeros milagres. O dia de sua canonização ficou sendo o seu dia no calendário da Igreja, 13 de junho. E dai vem o costume de se fazer uma trezena, 13 dias, em preparação para a sua festa. A trezena deste ano, na Catedral de Osasco, terá como tema o amor de Santo Antônio a Maria. Para cada dia da trezena teremos um pensamento de Santo Antônio, para refletirmos e aprendermos a amar Maria, como fez Santo Antônio.

Venha participar, traga sua família, ajude a restauração da Catedral dedicada a Santo Antônio. E peça a intercessão dele. A graça que você pedir, se for mesmo para o seu bem, Santo Antônio atende, com todo amor.

Dom João Bosco, ofm – Bispo Diocesano de Osasco

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