O Ano da Fé nos trouxe Luz e Alegria, nos ensinou a crer amar e servir.

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ENCERRAMENTO DO ANO DA FÉ

Aos irmãos presbíteros, diáconos, leigos e leigas

Paz e Bem!

Encerra-se neste dia 24 de novembro, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, o Ano da Fé, iniciado no dia 11 de outubro de 2012.

O Papa Bento XVI, queria que o Ano da Fé fosse uma ocasião de celebrar os 50 anos  do Concílio Vaticano II, o maior acontecimento eclesial do Século XX, que revitalizou a Igreja, colocando-a de frente com o mundo atual, e que até agora produz frutos de renovação da vida cristã. O Papa Bento XVI pedia que o Ano da Fé fosse um tempo dedicado ao conhecimento mais profundo do conteúdo e da riqueza da nossa fé. Também foram lembrados os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, que resumiu, de forma simples e segura a doutrina do Vaticano II, deixando bem claro, num mundo onde fervem ideias novas, o que crê o cristão, como celebra essa fé, qual o comportamento dos discípulos de Cristo e qual o sentido e o modo de rezar dos fiéis.

No Ano da Fé, muitas comunidades promoveram encontros de estudo, e aprofundamento da fé professada. Visitando as capelas e matrizes, encontrei  em muitas delas aquela grande figura de Cristo, feita de muitos rostos, que tinha no verso os desenhos para serem coloridos pelas crianças, sinal de que as comunidades ouviram as gravações e aprenderam as sete lições do Ano da Fé, enquanto montavam o grande cartaz. Noutras comunidades encontrei, em lugar de destaque uma simbólica porta, feita em madeira, ou em desenho de papel, para lembrar o convite do Papa, no documento Porta Fidei, para que a fé fosse “professada, celebrada, vivida e rezada”.

No início do Ano da Fé, aconteceu o XIII Sínodo dos Bispos, que teve como tema “A Nova Evangelização para a Transmissão da Fé”, O Sínodo motivou os corações de todos para refletir sobre essa dificuldade tão premente e atual: como chegar ao coração das novas gerações, o que fazer diante desse fato de que muitos, seduzidos pelos valores do mundo secularizado e individualista, deixam de viver a fé cristã, e não se sentem mais comprometidos em participar da vida da Igreja, fato que reacende em nós a necessidade sermos todos missionários para levar a fé aos que estão afastados.

Neste Ano da Fé tivemos a graça de viver um momento raro da vida da Igreja em que o Sumo Pontífice Bento XVI, num gesto de coragem, lucidez e humildade, um verdadeiro exemplo de fé e submissão ao Espírito Santo, entregou a Sé de Pedro ao seu sucessor, o Papa Francisco, que surpreendeu o mundo todo com sua simplicidade e alegria, sua proximidade com os mais humildes, sua exposição clara e profética da doutrina da Igreja, atraindo jovens e anciãos, cultos ou iletrados, para compreender que o amor de Cristo deve ser levado a todos.

Durante este Ano da Fé, a Igreja recebeu das mãos do Papa Francisco a Encíclica “Lumen Fidei”, a luz da fé, escrita ainda em grande parte pelo Papa Bento, mas acolhida e completada pelo novo papa, mostrando harmoniosa continuidade de doutrina: qual o conteúdo da nossa fé? Cremos no amor de Deus que se derrama na história humana, e se expressa sobretudo em Jesus Cristo. Ele é a verdade que nos toca e nos move. À luz dessa verdade a Igreja se constitui como lugar de celebrar e viver a fé. E, por consequência, esta mesma fé “constrói uma nova cidade”, novas relações humanas, um mundo de paz e de vida plena.

Ainda neste Ano da Fé tivemos, no Brasil, como tema da Campanha da Fraternidade, a Juventude. Também tivemos a alegria de receber o Papa Francisco em nosso país, em sua primeira viagem apostólica, reunindo no Rio de Janeiro, na Jornada Mundial da Juventude, a quantidade incrível de quatro milhões de jovens, a quem ele repassou o convite de Cristo: “Ide, sem medo, e evangelizai”.

Neste Ano da Fé, nossa Diocese, através das cinco urgências da Ação Evangelizadora, descritas em nosso Plano diocesano, abraçou a causa da Renovação Paroquial, ao estudar o documento da CNBB “Comunidade de Comunidades: uma Nova Paróquia”.

Ao encerrar este rico Ano da Fé, estaremos acompanhando os passos do Santo Padre, sua prometida Exortação Apostólica sobre a Evangelização, que dará continuidade, sem dúvida, aos passos dados neste valioso período de celebração e de vivência do dom da Fé.

Sem dúvida, este ano foi intenso de motivações de muitas graças. Quero, então, convidar a todos os irmãos e irmãs a celebrar o encerramento do Ano da Fé, em comunhão com toda a Igreja, não como quem vai deixar no passado os dons recebidos, mas com o propósito de colher permanentemente os frutos das sementes plantadas.

Peço que o Encerramento do Ano da Fé, em todas as matrizes e capelas, seja marcado por uma bonita celebração, e também com um gesto concreto de missão e serviço aos necessitados. Assim, o Ano da Fé deixará frutos duradouros. O que eu desejo, mesmo, a todos os irmãos e irmãs, em nossas 25 paróquias, é que o crescimento proporcionado pelo Ano da Fé nos faça descobrir e redescobrir a alegria de crer, de amar e de servir.

Dom João Bosco, ofm

Bispo Diocesano de União da Vitória – PR

dbosco@dbosco.org

Algumas sugestões para o encerramento do Ano da Fé:

  1. Celebração – Os presbíteros e diáconos, os grupos de liturgia e ministros preparem em cada comunidade uma celebração festiva, conforme o modelo apresentado a seguir, envolvendo sobretudo os jovens e crianças, usando de sadia criatividade para acrescentar o que for próprio de sua realidade local.
  2. Vigília – Um grupo ou movimento poderá organizar uma noite de adoração ao Santíssimo Sacramento, dividindo os horários entre os movimentos e pastorais, entre o louvor e a escuta do Senhor. Os textos da Lumen Fidei, as palavras do Papa Francisco, a recitação meditada do “Creio” e, é claro, a própria Escritura, poderão iluminar os momentos de meditação e diálogo com Cristo Eucarístico.
  3. Um programa missionário – Para marcar o encerramento do Ano da Fé, a comunidade pode realizar uma ação missionária: organizar grupos de visitas às casas e às comunidades para fazer um o levantamento e organização de novos grupos de Novena de Natal. Nas visitas, identificar os responsáveis pelos grupos e convidá-los para um dia de formação e preparação dos encontros. Uma camiseta com o símbolo do Ano da Fé pode dar evidência a essa ação missionária.
  4. Valorização dos jovens – O Ano da Fé foi fortemente marcado pela evangelização da Juventude. Uma “Jornada Paroquial da Juventude” pode marcar o encerramento do Ano da Fé, fazendo um “fórum” com os jovens que foram à Jornada, com oração, debates, e até mesmo uma festa jovem, com músicas cristãs, sorvete, refrigerante e convivência cristã.
  5. Uma ação solidária – Como “a fé sem obras é morta” (Tg 2, 26) uma bela maneira de encerrar o Ano da Fé será a organização de uma ação solidária. Partir da pergunta: quem são os mais necessitados da nossa comunidade? Os pobres, os enfermos, os encarcerados, os idosos? Há famílias sem teto? Há crianças em situação de risco? O que a comunidade pode fazer pelos necessitados? Uma ação pontual ou, melhor ainda, um projeto permanente de ajuda, será o sinal mais evidente de que o Ano da Fé nos fez chegar mais próximo de Cristo vivo.

Celebração de Cristo Rei e encerramento do Ano da fé

Espaço celebrativo:

– Decorar o ambiente com tecidos brancos e palmas, que simbolizam a vitória;

– Colocar em Lugar de destaque o Círio Pascal, e na frente deixar o Compêndio do Concílio Vaticano II, o Catecismo da Igreja Católica e a Carta Encíclica “Lumen Fidei”;

– Utilizar o material elaborado pelo Regional Sul II, principalmente o painel do rosto de Jesus;

– Motivar os fiéis a levarem uma vela para a celebração ou então providenciar.

Celebração:

Acrescentar ao comentário inicial da celebração:

 Em comunhão com o Santo Padre, que encerra hoje, em Roma, o Ano da Fé, queremos, nós também, cumprir o caminho pessoal e comunitário que vivemos. Agradecemos a Nosso Senhor o tempo de renovação que nos concedeu. Junto com toda a Igreja, reflitamos também, como vivemos este ano e se renovamos nosso empenho em prol da fé.  A solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo alarga a perspectiva da nossa reflexão e nos manda acolher a certeza da fé na promessa feita pelo Senhor que conservamos em nós pela esperança que não decepciona.

Após os Ritos Iniciais, quem preside a celebração, faz a leitura da Carta do Bispo diocesano, que está na primeira página do Jornal.

Ato Penitencial por aspersão, como recordação do Batismo.

Liturgia da Palavra

As leituras a serem proclamadas são do 34º Domingo do Tempo comum, Ano C, Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.

Após a homilia, quem preside a celebração se dirige aos fiéis com estas palavras:

Há um ano, no início do Ano da Fé, foi-nos entregue o texto do Símbolo da Fé. O nosso compromisso não era apenas aprender a fórmula do Credo de cor. Santo Agostinho disse: “Estas breves fórmulas são apresentadas aos fiéis a fim de que, crendo, se submetam a Deus, submetidos a Ele vivam retamente, vivem retamente purifiquem seu coração e, uma vez purificado o coração, compreendam aquilo que creem”. Hoje devolvemos o Credo. Com as velas acesas, recordando o Batismo como o início da caminhada da nossa vida de fé e a missão de cada cristão de testemunhá-la, desejamos solenemente professar na Igreja, a comunidade dos fiéis, a nossa adesão a Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

 

Acender as velas no Círio Pascal.

Assim que todos os fiéis estiverem com as velas acesas o presidente da celebração reza a oração:

No Batismo vos tornastes luz em Cristo. Caminhastes sempre como Filhos da luz, para que, perseverando na fé, possais ir ao encontro do Senhor que vem, com todos os Santos no reino dos céus.

Neste instante pode-se fazer a renovação das promessas do Batismo. Após a renovação, se recite a seguinte oração:

Deus nosso Pai, ouvi os vossos filhos e filhas que renovaram juntos, a fé do próprio Batismo. Dai-lhes sempre a força da Luz da fé. Guiai-os com o Espírito Santo pelas estradas deste mundo, para irem ao encontro de seus irmãos e irmãs, e sejam evangelizadores daqueles que necessitam conhecer a boa nova da salvação. Assim, todas as pessoas reunidas em um só rebanho, conduzidas por um só Pastor, Vosso Filho Jesus, receberão em herança a alegria e repouso, prometido a todos aqueles que se deixam conduzir até Vós, que sois Deus e viveis por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

Oração dos Fiéis

PR: Caríssimos irmãos, invoquemos a Cristo, o Rei do Universo. Que a nossa oração seja unânime nesta unidade de fé, gerada pelo Espírito Santo em nossos corações. Digamos juntos:

AS: Senhor, venha a nós o vosso Reino.

  1. Pela santa Igreja católica, para que, sempre fiel a seu Mestre, Jesus Cristo, anuncie a todos a salvação recebida. Rezemos ao Senhor.
  2. Pelo papa Francisco, o nosso bispo João Bosco, o nosso pároco… , demais presbíteros e diáconos para que, acompanhados pelo Espírito Santo, corajosamente professem a fé no Salvador. Rezemos ao Senhor.
  3. Pelos cristãos leigos engajados nas mais diversas pastorais e movimentos, para que se deixem conduzir, Senhor, por Vossa Palavra, que salva e ilumina. Rezemos ao Senhor.
  4. Pelas nossas famílias, para que inspiradas por vós saibam enfrentar, com fé e com amor recíproco, as dificuldades e as provações da vida. Rezemos ao Senhor.
  5. Pelos nossos entes queridos já falecidos, para que a fé no Cristo Ressuscitado, que os animava durante a vida terrena, seja a certeza de que estão com Ele em seu Reino. Rezemos ao Senhor.
  6. Por todos nós aqui presentes, para que saibamos seguir Cristo e nos tornemos portadores de seu Evangelho para as pessoas que encontrarmos nesta vida. Rezemos ao senhor.

(Pode haver outras preces da comunidade, e a conclusão espontânea de quem preside a celebração)

Antes da Benção final seja recitada a oração:

Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, sede favorável a estes vossos filhos que somente em vós confiam. Reforçai neles a fé e fazei que sempre estejam dispostos a professá-la. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

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